
Local apropriado para a troca de informações entre os saudosistas e apreciadores das boas coisas dos anos 60 e 70, como: filmes, músicas (de todos os gêneros), gibis de bang-bang, antigos seriados de TV, dados sobre o velho Oeste, entrevista com os bambas das HQs nacionais e internacionais, matérias, reportagens! Fique por dentro das novidades do mundo editorial!
quarta-feira, 31 de maio de 2017
segunda-feira, 29 de maio de 2017
sábado, 27 de maio de 2017
FIRST COMICS - SAIBA MAIS SOBRE ELA!
Houve uma época em que era possível encontrar boas
Histórias em Quadrinhos mensalmente em bancas.
Ótimos artistas produziam enredos e desenhos de
alta qualidade sem recursos eletrônicos, e sem a
possibilidade de lançarem seus trabalhos em
encadernados luxuosos, destacavam seu trabalho
de outros colegas com sua árdua rotina mensal.
Nos
anos 1980 a liderança de mercado estava na
mão das duas grandes editoras como hoje
(embora na época houvesse maior vantagem
para a Marvel em relação à DC do que atualmente),
pequenas editoras ofereciam a artistas maior
controle editorial e de direitos sobre seus
personagens do que as grandes.
Uma das pequenas editoras se destacou
produzindo séries regulares muito interessantes,
com artistas de renome no mercado americano
e que chegou a ser publicada no
Brasil, a First Comics.
mão das duas grandes editoras como hoje
(embora na época houvesse maior vantagem
para a Marvel em relação à DC do que atualmente),
pequenas editoras ofereciam a artistas maior
controle editorial e de direitos sobre seus
personagens do que as grandes.
Uma das pequenas editoras se destacou
produzindo séries regulares muito interessantes,
com artistas de renome no mercado americano
e que chegou a ser publicada no
Brasil, a First Comics.
A
seguir saiba mais sobre...
AS SERIES DA FIRST
COMICS!
No
ano de 1983, vislumbrando os benefícios do Mercado
Direto de Quadrinhos americano, iniciado 11 anos antes,
o editor Mike Gold (ex-DC) funda a sua editora em
parceria com o empresário Ken Levin no estado
de Illinois, a First Comics.
Direto de Quadrinhos americano, iniciado 11 anos antes,
o editor Mike Gold (ex-DC) funda a sua editora em
parceria com o empresário Ken Levin no estado
de Illinois, a First Comics.
Entre
as propostas da First estava a integralidade
de direitos dos personagens aos autores das series,
junto à maior liberdade editorial, pois a First
Comics não se submetia ao Código de Ética
dos quadrinhos americanos, era muito atraente
para os autores do nível de Marvel e DC, que
se esmeraram em apresentar seus
trabalhos para o editor.
de direitos dos personagens aos autores das series,
junto à maior liberdade editorial, pois a First
Comics não se submetia ao Código de Ética
dos quadrinhos americanos, era muito atraente
para os autores do nível de Marvel e DC, que
se esmeraram em apresentar seus
trabalhos para o editor.
Um
dos primeiros contratados de Gold para a equipe
foi o já experiente desenhista Joe Staton para ser
o diretor de arte da editora. Staton já havia passado
pelas editoras Warren e Charlton, desenhou
“The Incredible Hulk” para a Marvel, na DC
trabalhou no revival de personagens clássicos
como “Justice Society” e “Doom Patrol”
entre outros títulos e criações, ainda se
notabilizaria por ótimas fases da revista
“Green Lantern” e derivadas para a mesma editora.
foi o já experiente desenhista Joe Staton para ser
o diretor de arte da editora. Staton já havia passado
pelas editoras Warren e Charlton, desenhou
“The Incredible Hulk” para a Marvel, na DC
trabalhou no revival de personagens clássicos
como “Justice Society” e “Doom Patrol”
entre outros títulos e criações, ainda se
notabilizaria por ótimas fases da revista
“Green Lantern” e derivadas para a mesma editora.
Logo
a editora atraiu estrelas do mercado
incluindo artistas que trabalhavam para outras
editoras, principalmente Marvel e DC, como
Martin Pasko, Howard Chaykin, Jim Starlin,
Mike “Warlord” Grell, Steven Grant, Kyle
Baker, Myke Ploog, Bill Sienkiewicz...
incluindo artistas que trabalhavam para outras
editoras, principalmente Marvel e DC, como
Martin Pasko, Howard Chaykin, Jim Starlin,
Mike “Warlord” Grell, Steven Grant, Kyle
Baker, Myke Ploog, Bill Sienkiewicz...
A
First também revelou grandes talentos do
mercado americano como o escritor John
Ostrander e o desenhista/escritor Timothy
Truman, que viriam a trabalhar em editoras
como Eclipse Comics, DC e Dark Horse.
mercado americano como o escritor John
Ostrander e o desenhista/escritor Timothy
Truman, que viriam a trabalhar em editoras
como Eclipse Comics, DC e Dark Horse.
SÉRIES, PERSONAGENS
E
SUCESSO
Entre
os primeiros títulos adquiridos pela First
estão os personagens do escritor Mike Baron
publicados pela extinta Capital Comics,
“Nexus” e “Badger”, desenhados respectivamente
por Steve Rude e Bill Reinhold. “Badger” tinha
um enredo interessante ao apresentar um
protagonista esquizofrênico, exímio lutador e
capaz de falar com animais. Belamente
desenhado, “Nexus” misturava ficção
científica e fantasia.
estão os personagens do escritor Mike Baron
publicados pela extinta Capital Comics,
“Nexus” e “Badger”, desenhados respectivamente
por Steve Rude e Bill Reinhold. “Badger” tinha
um enredo interessante ao apresentar um
protagonista esquizofrênico, exímio lutador e
capaz de falar com animais. Belamente
desenhado, “Nexus” misturava ficção
científica e fantasia.
Mike
Grell havia criado e proposto o personagem
“Starslayer” para a DC, que chegou a ser
anunciado pela grande editora, mas foi
cancelado antes do lançamento após uma
manobra editorial fracassada conhecida
como “Implosão DC”. O artista obteve
os direitos do personagem graças à
intervenção de Gold e acertou com a
Pacific Comics que lançou o título do
personagem, a serie teve seis números
publicados. Quando Grell acertou sua
transferência para a First levou o título
junto, a nova editora continuou a partir
do número 7 respeitando o histórico da Pacific.
Este foi o terceiro título lançado pela First.
“Starslayer” para a DC, que chegou a ser
anunciado pela grande editora, mas foi
cancelado antes do lançamento após uma
manobra editorial fracassada conhecida
como “Implosão DC”. O artista obteve
os direitos do personagem graças à
intervenção de Gold e acertou com a
Pacific Comics que lançou o título do
personagem, a serie teve seis números
publicados. Quando Grell acertou sua
transferência para a First levou o título
junto, a nova editora continuou a partir
do número 7 respeitando o histórico da Pacific.
Este foi o terceiro título lançado pela First.
Logo
depois da estreia Grell deixa o título por
não poder manter “Starslayer” e “Jon Sable”
(que já estava acertado com a First) mensalmente.
A partir do número 9 John Ostrander assume os roteiros.
não poder manter “Starslayer” e “Jon Sable”
(que já estava acertado com a First) mensalmente.
A partir do número 9 John Ostrander assume os roteiros.
Quando
contratado pela editora, Joe Staton trouxe
um personagem seu cujos direitos adquiriu
da falida Charlton Comics, “E-Man”, um
personagem paródia co-criado com Nicola
Cuti inspirado fortemente no clássico
“Plastic Man” de Jack Cole. A série se destacava
na Charlton por uma peculiaridade, era o
título da editora menos vendido em bancas,
mas o que tinha o maior número de assinantes.
Na fase First Comics o personagem foi lançado
escrito por Martin Pasko, ex-Warren e DC.
um personagem seu cujos direitos adquiriu
da falida Charlton Comics, “E-Man”, um
personagem paródia co-criado com Nicola
Cuti inspirado fortemente no clássico
“Plastic Man” de Jack Cole. A série se destacava
na Charlton por uma peculiaridade, era o
título da editora menos vendido em bancas,
mas o que tinha o maior número de assinantes.
Na fase First Comics o personagem foi lançado
escrito por Martin Pasko, ex-Warren e DC.
Alguns
títulos continham experimentações em
histórias secundárias curtas (“back-ups”),
para que os autores promovessem personagens
e a partir da reação do público lançar novas
séries. Foi o caso de “Starslayer” que entre
outros personagens apresentou aos leitores
o personagem “Grimjack” na edição #10,
um dos maiores sucessos da First.
histórias secundárias curtas (“back-ups”),
para que os autores promovessem personagens
e a partir da reação do público lançar novas
séries. Foi o caso de “Starslayer” que entre
outros personagens apresentou aos leitores
o personagem “Grimjack” na edição #10,
um dos maiores sucessos da First.
Demais
séries, mini-séries e personagens da
editora foram, “Mars”, “Warp”, “Michael Mauser”,
“Ms. Tree”, “Zero Tolerance”, “Dynamo Joe”,
“Meta-4”, “Psycoblast”...
editora foram, “Mars”, “Warp”, “Michael Mauser”,
“Ms. Tree”, “Zero Tolerance”, “Dynamo Joe”,
“Meta-4”, “Psycoblast”...
Dentre
os títulos que se estabeleceram, os
mais notáveis foram:
mais notáveis foram:
·
“Jon Sable Freelance” de Mike Grell,
apresentando um caçador de recompensas e
escritor de contos de fada que havia passado
por uma tragédia familiar. A série bem ao estilo
de trabalhos que o autor (veterano da Guerra
do Vietnã) viria a desenvolver futuramente
na DC chegou até a estrelar um seriado de TV;
apresentando um caçador de recompensas e
escritor de contos de fada que havia passado
por uma tragédia familiar. A série bem ao estilo
de trabalhos que o autor (veterano da Guerra
do Vietnã) viria a desenvolver futuramente
na DC chegou até a estrelar um seriado de TV;
·
A dupla revelação formada pelo excepcional
desenhista Timothy Truman com o escritor e
teólogo John Ostrander produziram a serie
do já citado mercenário “Grimjack” com enredos
e desenhos excelentes. Passada numa cidade
pandimensional (“Cynosure”), o que ilimitava
as abordagens fantasiosas dos enredos, o
protagonista era um ex-guerreiro de meia
idade dono de um bar (“Mundens”) na parte
barra-pesada da cidade. Histórias curtas do
cotidiano do bar eram publicadas na revista
e depois houve uma compilação dessas
HQs em edição especial. O personagem
e seu bar foram até homenageados pela
Marvel em uma das edições
do título “The New Mutants”;
desenhista Timothy Truman com o escritor e
teólogo John Ostrander produziram a serie
do já citado mercenário “Grimjack” com enredos
e desenhos excelentes. Passada numa cidade
pandimensional (“Cynosure”), o que ilimitava
as abordagens fantasiosas dos enredos, o
protagonista era um ex-guerreiro de meia
idade dono de um bar (“Mundens”) na parte
barra-pesada da cidade. Histórias curtas do
cotidiano do bar eram publicadas na revista
e depois houve uma compilação dessas
HQs em edição especial. O personagem
e seu bar foram até homenageados pela
Marvel em uma das edições
do título “The New Mutants”;
·
“American Flagg” de Howard Chaykin , série
policial-futurista satírica com altas doses
de erotismo, apresentava um ex-ator pornográfico
contratado para trabalhar na segurança de um
complexo comercial corporativo, o protagonista
adquire uma estação pirata de televisão e
tenta recuperar os valores de uma América em
frangalhos. Curiosidade na série, EUA e
URSS estão em decadência enquanto o Brasil
desempenha papel de liderança na política mundial;
policial-futurista satírica com altas doses
de erotismo, apresentava um ex-ator pornográfico
contratado para trabalhar na segurança de um
complexo comercial corporativo, o protagonista
adquire uma estação pirata de televisão e
tenta recuperar os valores de uma América em
frangalhos. Curiosidade na série, EUA e
URSS estão em decadência enquanto o Brasil
desempenha papel de liderança na política mundial;
·
A First também capturou da linha Epic Marvel
o blockbuster de ficção científica e fantasia
“Dreadstar” de Jim Starlin. A saga espacial épica
iniciada na Marvel agora seria continuada pela
First Comics, o momento dessa transferência
coincidiu com mudanças fortes no enredo e
personagens da serie, mas mudanças mais
drásticas viriam em seguida no título.
o blockbuster de ficção científica e fantasia
“Dreadstar” de Jim Starlin. A saga espacial épica
iniciada na Marvel agora seria continuada pela
First Comics, o momento dessa transferência
coincidiu com mudanças fortes no enredo e
personagens da serie, mas mudanças mais
drásticas viriam em seguida no título.
Além
de todas as series produzidas, a First também
publicou quatro encadernados compilando as
primeiras edições de um fenômeno na época
ascendente da mídia americana,
“Teenage Mutant Ninja Turtles”. As edições
republicadas pela First eram o material original
dos criadores Kevin Eastman e Peter Laird,
inspirado nos quadrinhos de Frank Miller.
Essas HQs eram mais alinhadas com as
propostas editoriais que agradavam os leitores
dos quadrinhos de super-heróis do que a versão
cartunesca mais difundida pela editora Archie
Comics, tiras de jornal e o desenho
animado da televisão.
publicou quatro encadernados compilando as
primeiras edições de um fenômeno na época
ascendente da mídia americana,
“Teenage Mutant Ninja Turtles”. As edições
republicadas pela First eram o material original
dos criadores Kevin Eastman e Peter Laird,
inspirado nos quadrinhos de Frank Miller.
Essas HQs eram mais alinhadas com as
propostas editoriais que agradavam os leitores
dos quadrinhos de super-heróis do que a versão
cartunesca mais difundida pela editora Archie
Comics, tiras de jornal e o desenho
animado da televisão.
OUSADIA
A
First Comics em sua breve duração realizou
empreitadas impactantes no mercado, não eram
exatamente inovações de fato, mas conseguiu
caracterizar a editora como desbravadora
nos nichos que apostou.
empreitadas impactantes no mercado, não eram
exatamente inovações de fato, mas conseguiu
caracterizar a editora como desbravadora
nos nichos que apostou.
Uma
real inovação foi o lançamento da série
“Shatter” de Peter Gillis e Mike Saenz, conhecida
como a primeira história em quadrinhos produzida
por computador. Se hoje isso não é tão
impressionante, na época causou bastante
surpresa e para chamar público
nem precisaria ter um bom enredo.
“Shatter” de Peter Gillis e Mike Saenz, conhecida
como a primeira história em quadrinhos produzida
por computador. Se hoje isso não é tão
impressionante, na época causou bastante
surpresa e para chamar público
nem precisaria ter um bom enredo.
Produzida
inicialmente com um Macintosh, ao
longo do tempo ‘Shatter” passou a diminuir a carga
digital, principalmente pelo fato de que os softwares
da época mais atrasavam do que adiantavam
o trabalho do artista. Mike Saenz também
produziu por computador o álbum “Crash”
com o personagem “Homem-de Ferro” da Marvel,
trabalho que foi publicado no Brasil no sexto
número da coleção “Graphic Novel” da
editora Abril, no final de 1988.
longo do tempo ‘Shatter” passou a diminuir a carga
digital, principalmente pelo fato de que os softwares
da época mais atrasavam do que adiantavam
o trabalho do artista. Mike Saenz também
produziu por computador o álbum “Crash”
com o personagem “Homem-de Ferro” da Marvel,
trabalho que foi publicado no Brasil no sexto
número da coleção “Graphic Novel” da
editora Abril, no final de 1988.
Não
foi exatamente uma novidade nos
quadrinhos, a série de personagens fantásticos
de Michael Moorcock “Eternal Champions”
teve suas versões quadrinizadas pela First.
“Elric de Melnibone” já havia aparecido em
histórias de “Conan, o Bárbaro” da Marvel,
mas a First trazia vários personagens de
Moorcock com o peso do protagonismo e
diretamente adaptados de seus contos.
quadrinhos, a série de personagens fantásticos
de Michael Moorcock “Eternal Champions”
teve suas versões quadrinizadas pela First.
“Elric de Melnibone” já havia aparecido em
histórias de “Conan, o Bárbaro” da Marvel,
mas a First trazia vários personagens de
Moorcock com o peso do protagonismo e
diretamente adaptados de seus contos.
Chamou
a atenção dos leitores e da crítica
o lançamento da Graphic Novel “Beowulf”
em 1985, tanto que a edição ganhou o importante
prêmio “Kirby Awards” de melhor álbum do ano.
o lançamento da Graphic Novel “Beowulf”
em 1985, tanto que a edição ganhou o importante
prêmio “Kirby Awards” de melhor álbum do ano.
Outro
lançamento arrojado da editora foi a tradução
e publicação do mangá “Lone Wolf and Cub”,
conhecido no Brasil por “Lobo Solitário”
de Kazuo Koike e Gozeki Kojima, HQ reconhecida
por Frank Miller como sua favorita.
e publicação do mangá “Lone Wolf and Cub”,
conhecido no Brasil por “Lobo Solitário”
de Kazuo Koike e Gozeki Kojima, HQ reconhecida
por Frank Miller como sua favorita.
Rediagramado
para a publicação nos EUA, o
mangá não foi publicado integralmente pela First.
Um ponto interessante da First neste título
foram as belas capas desenhadas por Miller
(que se sentia honrado em colaborar com o título)
e Bill Sienkiewicz, na época duas das maiores
estrelas em atividade no mercado
americano de quadrinhos.
mangá não foi publicado integralmente pela First.
Um ponto interessante da First neste título
foram as belas capas desenhadas por Miller
(que se sentia honrado em colaborar com o título)
e Bill Sienkiewicz, na época duas das maiores
estrelas em atividade no mercado
americano de quadrinhos.
Indubitavelmente o trabalho mais sofisticado de
toda a existência da First Comics foi a série
de adaptações em quadrinhos de romances
clássicos, “Classic Illustrated”, publicado em
parceria com a Berkley Publishing. O número
de estreia (no Brasil também) era a adaptação de
“Moby Dick” de Herman Melville totalmente
pintada por Bill Sienkiewicz, um trabalho
impressionante e provavelmente a melhor
de todas as numerosas edições
da curta História da editora.
toda a existência da First Comics foi a série
de adaptações em quadrinhos de romances
clássicos, “Classic Illustrated”, publicado em
parceria com a Berkley Publishing. O número
de estreia (no Brasil também) era a adaptação de
“Moby Dick” de Herman Melville totalmente
pintada por Bill Sienkiewicz, um trabalho
impressionante e provavelmente a melhor
de todas as numerosas edições
da curta História da editora.
EVOLUÇÃO
Inicialmente
as séries da First esbanjavam tanto
em qualidade, quanto em aceitação dos leitores.
“Jon Sable” e “American Flagg” tiveram
duas séries na editora, “Grimjack” era extremamente
popular e longeva, “Dreadstar” manteve o
público da Marvel. Apesar de haver uma certa
resistência no mercado americano em relação
aos quadrinhos estrangeiros, “Lone Wolf”
trazia o peso de dois astros do mercado.
em qualidade, quanto em aceitação dos leitores.
“Jon Sable” e “American Flagg” tiveram
duas séries na editora, “Grimjack” era extremamente
popular e longeva, “Dreadstar” manteve o
público da Marvel. Apesar de haver uma certa
resistência no mercado americano em relação
aos quadrinhos estrangeiros, “Lone Wolf”
trazia o peso de dois astros do mercado.
A
editora moveu dois processos no mercado,
um infundado acusando a gráfica World Color
Press por cobrar preços de impressão desiguais
(e mais altos) às editoras pequenas.
Outro processo foi movido contra a Marvel
acusando-a de práticas impróprias de concorrência
inundando o mercado de títulos para prejudicar
a competição promovida pelas pequenas
editoras, como uma espécie de
“dumping” branco.
um infundado acusando a gráfica World Color
Press por cobrar preços de impressão desiguais
(e mais altos) às editoras pequenas.
Outro processo foi movido contra a Marvel
acusando-a de práticas impróprias de concorrência
inundando o mercado de títulos para prejudicar
a competição promovida pelas pequenas
editoras, como uma espécie de
“dumping” branco.
Em
1985 Mike Gold retornou à DC, e levou Mike
Grell e Tim Truman, que executaram trabalhos
excelentes com os personagens “Arqueiro Verde”
e “Gavião Negro”, logo Chaykin seguiria
seus ex-colegas.
Grell e Tim Truman, que executaram trabalhos
excelentes com os personagens “Arqueiro Verde”
e “Gavião Negro”, logo Chaykin seguiria
seus ex-colegas.
Os
artistas remanescentes mantiveram a
qualidade das series por um tempo, no entanto
foi difícil para a editora manter o excelente
nível das publicações sem a batuta de Gold.
Para situar o leitor, se nos tempos atuais tais
series estivessem sendo produzidas pelas
grandes editoras, certamente estariam inseridas
dentro dos selos adultos das mesmas
(como Vertigo e Marvel MAX).
qualidade das series por um tempo, no entanto
foi difícil para a editora manter o excelente
nível das publicações sem a batuta de Gold.
Para situar o leitor, se nos tempos atuais tais
series estivessem sendo produzidas pelas
grandes editoras, certamente estariam inseridas
dentro dos selos adultos das mesmas
(como Vertigo e Marvel MAX).
Jim
Starlin concluiu a saga de Dreadstar contra
seu grande oponente Lorde Papal.
O título exitoso em vendas e crítica então
passou aos roteiros de Peter David e desenhos
de Luke McDonnel, bons artistas também, mas
tiraram toda a grandeza do título para
transformar os personagens principais em
gangsters caçadores de recompensas, os
personagens foram reduzidos e a rejeição
do público foi imediata, essas mudanças
acarretaram no cancelamento do título.
seu grande oponente Lorde Papal.
O título exitoso em vendas e crítica então
passou aos roteiros de Peter David e desenhos
de Luke McDonnel, bons artistas também, mas
tiraram toda a grandeza do título para
transformar os personagens principais em
gangsters caçadores de recompensas, os
personagens foram reduzidos e a rejeição
do público foi imediata, essas mudanças
acarretaram no cancelamento do título.
O
caráter épico da saga de Dreadstar foi
retomado posteriormente pelo mesmo Peter
David, mas pela editora Malibu no selo “Bravura”
em uma mini-série de seis edições.
retomado posteriormente pelo mesmo Peter
David, mas pela editora Malibu no selo “Bravura”
em uma mini-série de seis edições.
A
série “Grimjack” sofreu a saída de Timothy
Truman dos desenhos, foi substituído
por artistas interessantes, como Tom Mandrake
e Flint Henry, mas sem o charme dos
desenhos de Truman. Os infortúnios de
charme da serie continuaram na direção
editorial, o personagem rejuvenesceu,
reapareceu no século seguinte, virou andróide...
Semelhante a “Dreadstar”, os leitores continuaram
a comprar a revista mais por fidelidade ao
personagem do que pela aceitação dos enredos.
Truman dos desenhos, foi substituído
por artistas interessantes, como Tom Mandrake
e Flint Henry, mas sem o charme dos
desenhos de Truman. Os infortúnios de
charme da serie continuaram na direção
editorial, o personagem rejuvenesceu,
reapareceu no século seguinte, virou andróide...
Semelhante a “Dreadstar”, os leitores continuaram
a comprar a revista mais por fidelidade ao
personagem do que pela aceitação dos enredos.
E
com o tempo aumentava o desinteresse dos
leitores pelas series da First.
Novos investimentos da editora foram
bem fracos em relação ao seu passado
e baseados apenas em minisseries.
Tal tendência culminou no encerramento
das atividades no final de 1991,
com vários projetos inacabados.
leitores pelas series da First.
Novos investimentos da editora foram
bem fracos em relação ao seu passado
e baseados apenas em minisseries.
Tal tendência culminou no encerramento
das atividades no final de 1991,
com vários projetos inacabados.
O RETORNO
Os
personagens mais populares publicados pela
First Comics durante sua duração reapareceram
em novas series e títulos por outras editoras,
em muitos casos promovidos com o retorno
das equipes de criação originais, como o caso
de “Grimjack” que foi publicado pela IDW em
minisserie produzida pelos criadores Ostrander
e Truman, além de HQs digitais na internet.
First Comics durante sua duração reapareceram
em novas series e títulos por outras editoras,
em muitos casos promovidos com o retorno
das equipes de criação originais, como o caso
de “Grimjack” que foi publicado pela IDW em
minisserie produzida pelos criadores Ostrander
e Truman, além de HQs digitais na internet.
Em
2011 o fundador Ken Levin anunciou o retorno
da editora, porém sem esclarecer sobre os
títulos de maior sucesso da editora na sua
fase áurea, já que boa parte dos personagens
desses títulos já eram publicados
esporadicamente por outras editoras.
da editora, porém sem esclarecer sobre os
títulos de maior sucesso da editora na sua
fase áurea, já que boa parte dos personagens
desses títulos já eram publicados
esporadicamente por outras editoras.
Esse
retorno procedeu de forma bem tímida,
até porque o mercado de quadrinhos já
estava mais formatado e segmentado no
século XXI do que na década de 80.
No entanto a First seguiu com a proposta
de direitos autorais e revelação de talentos,
assim como promoveu-se através da
republicação de alguns de seus
trabalhos anteriores.
até porque o mercado de quadrinhos já
estava mais formatado e segmentado no
século XXI do que na década de 80.
No entanto a First seguiu com a proposta
de direitos autorais e revelação de talentos,
assim como promoveu-se através da
republicação de alguns de seus
trabalhos anteriores.
FIRST COMICS NO BRASIL
A
primeira editora a apostar nos quadrinhos da
First Comics no Brasil foi a carioca Cedibra,
com o lançamento de cinco séries,
"American Flagg", "Badger, o Texugo",
"Grimjack", "Jon Sable Freelance" e o mangá
"Lobo Solitário", no final de 1987.
A exceção do título oriental, todas as
series duraram quatro edições.
A Cedibra realizou uma boa edição, bem
semelhante ao modelo americano, com
apresentação de personagens e autores.
Infelizmente as series tiveram curta duração.
First Comics no Brasil foi a carioca Cedibra,
com o lançamento de cinco séries,
"American Flagg", "Badger, o Texugo",
"Grimjack", "Jon Sable Freelance" e o mangá
"Lobo Solitário", no final de 1987.
A exceção do título oriental, todas as
series duraram quatro edições.
A Cedibra realizou uma boa edição, bem
semelhante ao modelo americano, com
apresentação de personagens e autores.
Infelizmente as series tiveram curta duração.
O
Título "Lobo Solitário" teve nove edições pela
Cedibra. A editora não publicou as HQ's na
ordem original. A série brasileira tinha também
o formato americano rediagramado e
contou com as capas de Frank Miller.
Cedibra. A editora não publicou as HQ's na
ordem original. A série brasileira tinha também
o formato americano rediagramado e
contou com as capas de Frank Miller.
O
segundo movimento de publicação de
quadrinhos da First foi bem modesto,
nos anos de 1990 e 1991 a editora Globo
publicou no sexto e nono números da coleção
“Graphic Globo” (que iniciou em 1988) álbuns
da série “Time²”de Howard Chaykin, licenciados
através da editora americana.
--
quadrinhos da First foi bem modesto,
nos anos de 1990 e 1991 a editora Globo
publicou no sexto e nono números da coleção
“Graphic Globo” (que iniciou em 1988) álbuns
da série “Time²”de Howard Chaykin, licenciados
através da editora americana.
Outras
publicações da Globo de personagens
que passaram pela First foram
licenciadas pela Marvel,
como pela mesma coleção “Graphic Globo”
respectivamente o primeiro, quarto e décimo
números apresentaram álbuns de “Dreadstar”
, “Elric de Melniboné” e novamente “Dreadstar”.
A Globo em 1990 publicou uma serie mensal
em formatinho de “Dreadstar”, que durou dez
edições continuando de onde a Abril publicou
na revista “Epic Marvel”. Quando iniciaria a
fase do personagem licenciada pela First Comics,
o título da Globo foi cancelado em 1991 por
dificuldade de negociação. Até hoje os
leitores brasileiros não puderam ler a
conclusão da saga do personagem.
que passaram pela First foram
licenciadas pela Marvel,
como pela mesma coleção “Graphic Globo”
respectivamente o primeiro, quarto e décimo
números apresentaram álbuns de “Dreadstar”
, “Elric de Melniboné” e novamente “Dreadstar”.
A Globo em 1990 publicou uma serie mensal
em formatinho de “Dreadstar”, que durou dez
edições continuando de onde a Abril publicou
na revista “Epic Marvel”. Quando iniciaria a
fase do personagem licenciada pela First Comics,
o título da Globo foi cancelado em 1991 por
dificuldade de negociação. Até hoje os
leitores brasileiros não puderam ler a
conclusão da saga do personagem.
A
terceira onda de publicação da First
Comics no Brasil veio em 1990 e 1991
contemporaneamente pelas editoras
Abril e Nova Sampa. O primeiro título dessa
leva foi a coleção "Classic Illustrated" em
formato luxuoso pela Abril, que durou doze edições.
Comics no Brasil veio em 1990 e 1991
contemporaneamente pelas editoras
Abril e Nova Sampa. O primeiro título dessa
leva foi a coleção "Classic Illustrated" em
formato luxuoso pela Abril, que durou doze edições.
A
Abril logo lançou pela coleção “Graphic Album”
uma compilação republicando os três primeiros
números de "American Flagg", em seguida um
título mensal do mesmo personagem com
numeração reiniciada, mas a partir da
quarta edição original (já lançada pela Cedibra),
durou seis edições apenas.
uma compilação republicando os três primeiros
números de "American Flagg", em seguida um
título mensal do mesmo personagem com
numeração reiniciada, mas a partir da
quarta edição original (já lançada pela Cedibra),
durou seis edições apenas.
A
editora continuou com a edição especial de
"Grimjack" compilando os números 5 a 7 da
serie original, assim dando sequência ao ponto
onde a Cedibra parou. Badger e Elric ganharam
cada um sua minis-serie em quatro edições,
a editora ainda publicou um álbum com uma
adaptação do universo do Mago de Oz.
"Grimjack" compilando os números 5 a 7 da
serie original, assim dando sequência ao ponto
onde a Cedibra parou. Badger e Elric ganharam
cada um sua minis-serie em quatro edições,
a editora ainda publicou um álbum com uma
adaptação do universo do Mago de Oz.
Em
1990 a editora Nova Sampa lançou novo
título "Lobo Solitário" em formatinho, cada
edição encadernando duas HQ's. Esta serie
durou nove números e também trouxe as
capas de Miller e Sienkiewicz. A mesma editora
reiniciou outro título do personagem em 1993
em formato mais simples, lombada canoa e
com apenas uma história por edição.
Esta serie durou apenas cinco números e
foi a última serie do Ronin com a diagramação
americana no Brasil. A serie foi lançada na
diagramação original pela Panini, desta vez
publicada completamente e na ordem
correta a partir de 2004.
título "Lobo Solitário" em formatinho, cada
edição encadernando duas HQ's. Esta serie
durou nove números e também trouxe as
capas de Miller e Sienkiewicz. A mesma editora
reiniciou outro título do personagem em 1993
em formato mais simples, lombada canoa e
com apenas uma história por edição.
Esta serie durou apenas cinco números e
foi a última serie do Ronin com a diagramação
americana no Brasil. A serie foi lançada na
diagramação original pela Panini, desta vez
publicada completamente e na ordem
correta a partir de 2004.
A
próxima publicação de material da First
ocorreu apenas em 2010 pela editora HQManiacs,
uma única edição da coleção “Classic Illustrated”,
apresentando a quadrinização por Kyle Barker
de “Alice Através do Espelho”, de Lewis Carroll.
Uma edição de preço elevado, o que
provavelmente acarretou em baixas vendas
e desestimulou a editora a lançar novas edições.
ocorreu apenas em 2010 pela editora HQManiacs,
uma única edição da coleção “Classic Illustrated”,
apresentando a quadrinização por Kyle Barker
de “Alice Através do Espelho”, de Lewis Carroll.
Uma edição de preço elevado, o que
provavelmente acarretou em baixas vendas
e desestimulou a editora a lançar novas edições.
CONCLUSÃO
Se
considerar tanto o mercado americano quanto
o nacional, é lamentável que uma editora
que tinha como principal bandeira a independência
e vanguarda editorial, além de oferecer direitos
plenos aos criadores, tenha tido uma vida tão curta.
No Brasil, se forem descontadas as coleções
de “Lobo Solitário”, todas as publicações
nacionais de material da First Comics
não chegam a 50 edições.
o nacional, é lamentável que uma editora
que tinha como principal bandeira a independência
e vanguarda editorial, além de oferecer direitos
plenos aos criadores, tenha tido uma vida tão curta.
No Brasil, se forem descontadas as coleções
de “Lobo Solitário”, todas as publicações
nacionais de material da First Comics
não chegam a 50 edições.
Se
for pensado em termos de quadrinhos
americanos, a qualidade desses personagens
e histórias era muito superior a qualquer
material líder de vendas na época, visto que
muitos dos artistas envolvidos com a
editora se tornaram estrelas do mercado.
americanos, a qualidade desses personagens
e histórias era muito superior a qualquer
material líder de vendas na época, visto que
muitos dos artistas envolvidos com a
editora se tornaram estrelas do mercado.
Considerando
que o nível dos quadrinhos
americanos caiu significativamente nos
últimos 20 anos, seria interessante que
de alguma forma fosse viabilizada a
publicação do material da First (clássico e atual),
como modestamente é feito nos EUA.
americanos caiu significativamente nos
últimos 20 anos, seria interessante que
de alguma forma fosse viabilizada a
publicação do material da First (clássico e atual),
como modestamente é feito nos EUA.
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Até
a próxima, webleitores, e não deixem de
adquirir Mestre do Terror e Calafrio, os dois títulos
clássicos do mestre Rodolfo Zalla estão de volta.
Complete sua coleção!
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Por:
DANIEL SAKS
REDAÇÃO\PEGASUS
STUDIOS –
Uma
Divisão de Arte e Criação da Pégasus Publicações
e
Distribuidora Ltda – São Paulo – SP
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