quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Zé Ramalho - Sinônimos

segunda-feira, 31 de julho de 2017

ENTREVISTA COM JÚLIO EMÍLIO BRAZ




Na ribalta, mais um veterano do mundo das HQs brasileiras
vem aqui prestar seu depoimento, narrar suas experiências
profissionais que adquiriu ao longo dos anos de sua brilhante
carreira produzindo livros e excelentes roteiros de histórias
em quadrinhos, de diversos gêneros.
Enfim, tenho a honra de apresentar, aos queridos webleitores, mais
 um importante bate-papo - principalmente, para as novas gerações,
futuros desenhistas e roteiristas de quadrinhos, de livros e do
cinema nacional. O referido autor é um dos mais criativos
e importantes escritores e roteiristas brasileiros na ativa.
Ajeite-se na cadeira ou na poltrona e com atenção confira
o bacana bate-papo que tive com...

O MESTRE\ESCRIBA
JÚLIO EMÍLIO BRAZ!



TONY 1: Salve, Julião. Há quanto tempo a gente não
se vê ou se fala, né? Benvindo ao nosso cantinho da
web onde a cada dia que passa temos mais
seguidores e boa “audiência” internacional.

EMÍLIO BRAZ: É um grande prazer estar contigo
aqui, Tony, para papearmos com aquilo que fiz
e faço de meu ofício há mais de trinta anos.

TONY 2: Como diria Jack, o estripador,
vamos por partes. Rsss... Em que dia, mês, ano,
cidade e estado você nasceu?

EMÍLIO BRAZ: Bom, eu nasci as sete horas de
uma quinta-feira (segundo dizem) ensolarada em
um dia 16 de abril de 1959 na cidadezinha
mineira de Manhumirim, na Serra de Caparaó.

TONY 3: Mineirim "comiquieto"... gente boa e criativo, sô...
Rsss... Falando sério, Minas é um estado que gerou
grandes escritores... você sabe...
Júlio Emílio Braz é seu nome de batismo
ou é apenas um “nome de guerra”,
um pseudônimo?

EMÍLIO BRAZ:Na verdade é nome real e seria
bem pior se não fosse o pé firme do meu pai,
pois minha mãe, que tinha altos planos
eclesiásticos para mim, queria que fosse
Júlio Maria, que era o nome do padre da
cidade e grande ídolo local (Padre Júlio Maria
de Lombaerde, fundador da Ordem dos
Sacramentinos, que tinha um seminário
lá em Manhumirim). Minha sorte é que ele
descobriu o nome de batismo do Padre,
Jules Émile, e eu escapei da Maria.

TONY 4: Cacilda... então, perdemos um sacerdote,
um representante de Deus neste mísero planeta, mas
ganhamos um dos melhores escribas deste país,
por sorte...  Caramba, seu pai salvou a pátria.
Segundo meus espiões, quase secretos,
que foram expulsos da C.I.A e da KGB, você era
um alfaiate ou contador que acabou virando escritor
e roteirista de histórias em quadrinhos... Isto é fato?
Ou meus espias se enganaram mais uma vez?

EMÍLIO BRAZ:Eu já fui de tudo um pouco:
repositor de supermercado, office boy, gerente
de retífica, auxiliar de contabilidade, mas quando
me tornei autor, era contador (e não era de histórias,
apesar de meu mestre de Contabilidade, o
saudoso professor Alcione, ter vaticinado que
um dia eu seria um grande contador de história).

TONY 5: O homem tinha visão e acertou na môsca.
Quando surgiu sua paixão pelas HQs?
 Quantos anos você tinha?

EMÍLIO BRAZ:Ela nasceu quase no mesmo momento
em que comecei a ler, quando uma tia minha, empregada
doméstica na casa de um pessoal muito rico aqui no Rio
de Janeiro, começou a levar livros e revistas que
os filhos do patrão não queriam mais lá para casa
e eu comecei a olhar as figuras. Quando dei por mim,
estava lendo. Nunca mais parei. Outra pessoa muito
importante também foi a Dona Bela, vizinha de minha
mãe, que levava os gibis do filho dela
(e alguns de editoras como Saber, Taika, Outubro, etc,
inclusive com super-heróis brasileiros), e que eu
nunca devolvia.









TONY 6: Surrupiava as revitas. Rsss. Foi ótimo, isso...
 Quais eram seus personagens favoritos dos gibis e da TV?

EMÍLIO BRAZ:No gibis, desde sempre, o Batman, e
na TV, Bat Masterson.





TONY 7: Dá para relembrar quando você começou a
criar seus primeiros roteiros de HQs? Que idade tinha?

EMÍLIO BRAZ:Eu acabara de perder meu último
emprego de carteira assinada e buscava qualquer
coisa para fazer quando um amigo de meu irmão,
que trabalhava na Editora Vecchi, sabendo que eu
escrevia, me falou para eu ir à editora e procurar o
Ota Barros, na época responsável por todos os gibis de 
quadrinhos nacionais da casa. Eu fui levando um
bolão de ideias, mas nada de terror.
Creio que ele notou a minha decepção ou teve
uma grande sacação, mas fato é que ele pegou um
personagem de aventura histórica entre os tantos
que enviei e fez dele um zumbi vingador chamado
Jesuíno Boamorte, que voltava do mundo dos
mortos para se vingar dos holandeses durante a
Invasão Holandesa em Recife no século XVII.
Fez um sucesso danado, culpa do Ota que inclusive
me deu as primeiras aulas de como escrever um
roteiro de quadrinhos.



TONY 8: O Otta (editor da revista MAD, Spektro etc) sempre
foi um grande cara, ajudou muita gente a ingressar na
profissão. Ainda preciso entrevistá-lo, um dia...
Quando e como surgiu a primeira oportunidade de escrever
e publicar uma história em quadrinhos, e qual foi a temática
abordada nesta primeira aventura pelo mundo editorial?
Conta pra gente... 

EMÍLIO BRAZ:Eu comecei no mundo dos gibis de
terror, pois naquelas anos oitenta, fora o erótico, 
era o único espaço que acolhia o quadrinista
 brasileiro. Foi a história Jesuíno Boamorte, 
lançada em uma revista SPEKTRO,
da Editora Vecchi,ilustrada pelo fantástico
cearense-pernambucano ZenivalFerraz, em 1980.





TONY 9: Zenival, o homem anda sumido... tinha um
trabalho excelente, lembro-me bem... Você nunca tentou
desenhar uma HQ? Ou seu negócio, de verdade, sempre
foi escrever?

EMÍLIO BRAZ:Como desenhista, sou apenas um bom
copiador que por sua vez tem uma autocrítica do
tamanho de um mamute. Por isso, resolvi me ater
apenas a escrita.

TONY 10: Há quem diga que para ser um bom escriba é
preciso gostar de ler - concordo plenamente. Você sempre
curtiu a leitura? Devora gibis e livros desde pequeno?
Eu confesso que sou “rato de biblioteca”.

EMÍLIO BRAZ: Eu me considero um dependente crônico.
Presa fácil de livreiros, vendedores de assinatura, sebos
e similares. A leitura é a minha cachaça e tem até
um fundo psicológico nisso: quando eu estava na
escola, em certa ocasião, alguém me acusou de estar
falando sobre algo que eu não sabia, ou seja, 
usando as teorias de Von Schutz ou o infalível 
Teorema de Xutágoras. Eu me senti profundamente
ofendido, pois eu estava dizendo a verdade. 
Aquilo me magoou de tal maneira que acabei me
tornando um obcecado pelo conhecimento,
seja qual for ele.

TONY 10: Dos clássicos da literatura brasileira,
quais são os seus autores preferidos?
E, explique porquê...
 
EMÍLIO BRAZ: Pode ir anotando: Aluísio  Azevedo,
por conta de seu “O Cortiço”; “”Clara dos Anjos”
me fez ser um apaixonado por Lima Barreto;
Malba Tahan, ou o Professor Julio Cesar de Mello
e Souza, me encantou quando criança com se
Incrível “O Homem Que Calculava”; Orígenes Lessa
é o meu “Monteiro Lobato”desde “Memórias de
um Cabo de Vassoura”. Atualmente sou fã de
carteirinha do filho do Veríssimo e de um baita
autor policial chamado Garcia Rosa.



TONY 11: Muito bom gosto, parabéns...
Internacionais?

EMÍLIO BRAZ:Conan Doyle, por nos ter legado
Sherlock Holmes; Robert Louis Stevenson,
principalmente por “A Ilha do Tesouro”; Júlio
 Verne, principalmente por “Vinte Mil Léguas Submarinas”;
Edgar Allan Poe, pelo “O Corvo”; Charles Dickens,
principalmente por “David Copperfield”; Alexandre
Dumas Pai, pelo sempre incrível “Os Três Mosqueteiros”;
Guy de Maupassant, pelo “O Horla”; Akutagawa, por
Rashomon; Stephen King, pelo conjunto da obra, e
Ambrose Bierce, por sua “Histórias de Soldados”,
Gogol, por “O Capote”; Umberto Eco, pelo
“O Nome da Rosa”; Maquiavel, meu filósofo favorito
ao lado de Nietzsche, com “O Príncipe”.





TONY 12: Minha nossa você, de fato, já leu muito. Não é
a toa que escreve bem...Num país em desenvolvimento
como o nosso (pra não dizer subdesenvolvido) a maioria
das pessoas não têm o hábito da leitura, infelizmente.
Tanto é verdade que um autor que vende 3 mil livros
 por aqui é considerado o máximo, a obra é
considerada um best seller. Num país imenso
como o Brasil isto é ridículo. Na sua opinião,
como é possível criar o habito de ler no brasileiro
quando um grande número de pessoas ainda
são analfabetas? Pelo visto, o MOBRAL
(antigo projeto governamental para alfabetizar
os iletrados) falhou. Existe uma solução?




EMÍLIO BRAZ: Realmente, se eu tivesse uma
solução infalível para tal problema, ou melhor,
constrangimento, eu certamente partilharia com
todos. Realmente não existem respostas simples
e muito menos fáceis. Já se tentou muitas coisas
com maior ou melhor sucesso.
Todavia, até por que também milito no campo
Da literatura infanto-juvenil, acredito que o
princípio ou a transformação se faz na escola:
vasta e diversa oferta de livros (que justiça seja
feita, já é uma realidade), mais espaço para a
leitura e principalmente, professores que sejam
leitores, pois pode até parecer tolice o que estou
dizendo, mas a verdade é (e que quem atua muito
próximo ao meio escolar sabe disso) que um bom
contingente de nossos professores não são leitores.
Eu nem menciono os pais, pois em algum entre a
minha geração e a geração atual, os pais perderam
a educação como referência no progresso e no
crescimento social e financeiro de seus filhos.
Hoje se aposta tudo na sorte ou em qualquer
facilidade mais ou menos lícita
(ou francamente ilícita) para “se dar bem na vida”,
e como sabemos, para alguém “se dar bem na vida”,
muitos têm que se dar mal.
Não é aritmética mas realidade.

13: Concordo. Seu raciocínio é lúcido.
Nos Estados Unidos as publicações denominadas
Pulps- mal impressas, de baixa qualidade gráfica
eram desprezadas pelos intelectuais,apesar
daquelas edições baratas terem revelado grandes
autores como Edgar Rice Burroughs
(autor de Tarzan) e outros bambas da escrita.
No Brasil, os pocktes books também foram
menosprezados pela elite, supostamente,
intelectualizada. Você,Tony Carson e outras
feras se notabilizaram escrevendo pockets,
literatura popular, segundo meus espiões.
Isto é verdade?      







EMÍLIO BRAZ: A bem da verdade, a palavra
“popular” no Brasil tem um caráter absolutamente
negativo. Basta ser popular para ser imediatamente
rotulado de ruim. Isso é histórico. Os pockets books
não poderiam enfrentar destino diferente e eu
pessoalmente lamento, pois era um tipo de leitura
absolutamente acessível, seja no preço, seja com
relação aos pontos de venda, e mesmo, por conta
do escambo realmente interessantíssimo que
provocava, com os leitores trocando os livros em
casa, nas ruas e mesmo nos ônibus e trens.
Uma geração ou mais de autores tiveram esse
tipo de literatura como escola e ganha-pão e ela
se prestava enormemente a manter um público
leitor que buscaria o que os entendidos gostam
de chamar “alta literatura” para mim alta literatura
é livro escrito para jogador de basquete).
A verdade é que conhecimento é poder.
Leitura é poder. Se você lê, você se apodera e
e empondera, para início de conversa,
da própria mente,começa a pensar.
A delícia para todos os que nos mandam
é ter a sua mercê é um povo absolutamente
ignorante. O atalho mais curto para a ignorância
é sempre sombra de dúvidas a falta ou ausência
de leitura, seja qual for ela.







Obras de Emílio Braz





TONY 14: Você está certíssimo. Governar um bando
de antas é sempre fácil. Espero que o nosso povo
um dia saia dessa letargia, acorde. “Alta literatura é
pra jogador de basquete”, adorei isso. Rssss...
Quando você começou a se dedicar a escrever aqueles
livrinhos de bolso e como surgiu a oportunidade?

EMÍLIO BRAZ:Foi o Antônio Ribeiro, ou Tony Carson,
que me deu a dica de um editor na Tijuca, a Editora
Monterey. O proprietário, o espanhol Juan Salmerón,
foi muito indulgente com meus erros e pouco prática
no gênero e foi através deles que publiquei meus
primeiros 43 livros de bang bang sob o pseudônimo
de Jonathan Fox.






TONY 15: Jonathan Fox era você... jamais poderia imaginar
Isso. Rsss. Já li muito esse cara. Quais os temas e títulos de
pockets com os quais você mais trabalhou?  Outra coisa:
Escreveu mais pockets do que HQs?

EMÍLIO BRAZ:No princípio, eu calquei muito as minhas
histórias nos filmes que eu vi e passei a ver mais ainda
na Sessão da Tarde e outros de que me lembrava dos
tempos de criança como Gunsmoke (meu favorito),
James West (muito doido), a série com Tim Holt,
Cisco Kid e até dois ou três bem antigos como
Bat Masterson, O Xerife de Cochise e Uma Casa na
Campina. Ao mesmo tempo, passei a ler livros de
autores que escreviam sobre o assunto, como Dee
Brown (Enterrem Meu Coração na Curva do Rio, a
estirpe de Mary Creek), adquiri uma monte de revistas
da Seleções do Readers Digest (pois sempre encontrava
nelas matérias sobre personagens do Oeste americano)
e até documentários como Acredite se Quiser
(exibido na antiga TV Manchete e apresentado por
Jack Palance). E numa etapa posterior, já dominando
a técnica, passei a fazer loucuras como misturar
gêneros (western com policial, western com terror, etc) 
culminando com a adaptação para o western
 de peças de Shakespeare tais como A Megera Domada
(A Dama de Diablo Hole), O Mercador de Veneza
(O Imperador das Rochosas) e Racine  tais como
Fedra (Cheyenne Lil).











TONY 16: Altas pesquisas e boa dose de criatividade
sempre resultam em sucesso. Depois que li as obras de
Dee Brown acabei criando Apache, uma serie de western
diferente onde a protagonista é uma mestiça e também
mostro quem eram os verdadeiros selvagens no velho Oeste.
O homem branco fodeu os índios, mas Hollywwod
deturpou a realidade, você sabe... Prosseguindo...
Que outros pseudônimos você usava e em quanto
 tempo você escrevia um livro daquele?

EMÍLIO BRAZ:Cheguei a usar quase quarenta, pois
como pagava-se muito mal pelos textos, era necessário
se escrever de dez a doze por mês para ganhar algum.
O editor certamente não publicaria tantos livros com
um único pseudônimo, não? Era Jonathan Fox pra lá,
Billy Pueblo pra ca, Sheldon McMasters a torto e a
direito, Billy Wolf, Johnny Mordente, Peter Graves,
Nacho Torrientes, Floyd Nogales, J.E.Braz,
Celestia Fox, e por aí vamos.




TONY 17: Rssss... adorei. E, aposto que ninguém sabia
Disso, inclusive eu... Durante quantos anos você
escreveu aqueles livrinhos de bolso, grande guru?

EMÍLIO BRAZ:Foram sete, oito anos pelas editoras
Monterey, Cedibra, Margittai e Nova Leitura.

TONY 18: Tem uma ótima experiência na área.
No Brasil tivemos o que podemos chamar de
“A Era de Ouro dos Pockets”. Editoras como a
Monterey – e outra - faturavam alto com diversos
títulos mensais de espionagem, guerra e westerns.
Eu, particularmente, adorava ler Brigith Monfort,
A Espiã que Saiu do Frio. Cheguei até a colecionar
a serie. O que  você preferia: Escrever roteiros
para HQs ou pockets?



EMÍLIO BRAZ:Preferia quadrinhos pela diversidade
de temas e rapidez com que escrevia os roteiros.
Foi por essa razão inclusive que comecei a misturar
gêneros em meus western. Até com ficção científica
eu brinquei.





TONY 19: Aquelas capas feitas pelo Benício eram
espetaculares. Você o conheceu pessoalmente?

EMÍLIO BRAZ: Eu não o conheci pessoalmente, 
mas tive o privilégio de ver o armário secreto e
 metálico onde o Sr. Salmeron guardava aquelas 
preciosidades na Monterey.
Era um tesouro para ele  e uma honra para qualquer
um de nós, autores, ver um de nossos livros
brindados com uma capa daquelas.

TONY 20: Além do Benício havia outros ilustradores
que também faziam boas capas para os pockets.
Dá para relembrar alguns nomes?
E, que ilustrador mais fez as capas de suas histórias?

EMÍLIO BRAZ: Realmente haviam vários, principalmente
depois que o Benício rumou para se consagrar como um
grande cartazista de cinema. Dos que me lembro, o que
ilustrou mais capas de livros meus, foi o falecido
Antonino Homobono com quem inclusive fiz um
personagem de quadrinhos também 
no gênero western, Cyprus Hook, um negro
desertor do exército americano, publicado pela Vecchi.

Arte: Homobomo



TONY 21: Homobono era excelente. Me lembro daquele
Personagem de vocês pela Vecchi... não sabia que ele,
Um dos nossos grandes artistas tinha falecido.Você e o
também escriba Ataíde Braz não têm nenhum parentesco,
presumo... Você o conheceu?




EMÍLIO BRAZ:Sim, eu conheço o Ataíde, mas a única
 semelhança entre nós é este belo sobrenome que temos.

TONY 22: Nós nos conhecemos, se não me falha a memória,
na década de 80, quando você esteve em S. Paulo e foi parar
na minha primeira editora (ETF – Comunicação Comercial Ltda),
que ficava na avenida Jabaquara, zona sul da cidade.
Infelizmente, na época, não fizemos negócio, porque eu
editava duas series de super-heróis (Fantastic Man e
Fantasma Negro). Pouco tempo depois, vi diversos roteiros
escritos por você sendo publicados por várias editoras.
Júlio, para que casas editoriais você escreveu HQs e
para quais famosos personagens?

EMÍLO BRAZ: Eu comecei na Vecchi, depois passei pela
Grafipar, Press Editorial, Maciota, Noblet, Nova Sampa,
uma de Campinas que esqueci o nome mas me recordo
que era ligado a uma editora de temas agrícolas,
Meribérica/Liber, Rio Gráfica, entre outras mais
ou menos efêmeras.

TONY 23: Isto é que é autor prolífico... Aqueles livros de
bolsos de aventuras vendiam muito, como já disse...
vocês, autores de pocktes, escreviam quantas laudas
de 25 linhas e 72 toques, para completar cada edição?
Eram bem remunerados? Dava para viver daquilo?
E, em quanto tempo você conseguia terminar cada livro?

EMÍLIO BRAZ: Na Monterrey eram sessenta e
 cinco páginas, quarenta linhas, sessenta toques. 
não era bem remunerado, mas naqueles tempos
era uma espécie de escola para mim
e eu gostava.

TONY 24: Quantos livros daqueles você chegou a
 escrever por mês?    

EMÍLIO BRAZ:Sempre algo em torno de dez, mas houve
meses em que consegui chegar a doze ou treze.

TONY 24: Caramba. Máquina de produção...
Naquela época, qual era sua rotina de trabalho?
Trabalhava na máquina de escrever por quantas horas?
E de onde vinha inspiração para criar aqueles pockets?

EMÍLIO BRAZ: Minha rotina de trabalho era acordar
as seis da manhã, ler o jornal, tomar café e começar
lá pelas oito. Ao meio-dia eu almoçava e de uma
hora da tarde até as seis continuava escrevendo.
Parafraseando Thomas Edison, criação é sempre
90% de transpiração e 10% de inspiração.
Acredito muito nisso. Além do mais, depois que
passei a escrever western, passei a ler tudo o que
encontrava sobre o assunto, ficção ou não.

TONY 25: Taí uma boa dica para aquele que desejam
Escrever roteiros de HQs, cinema ou peças de teatro...
Tem que ralar... Você, na minha opinião, é um dos
grandes roteiristas e escritores nacionais, meu amigo.
Os textos seus produzidos para as HQs, os de Ataíde
Braz, Tony Carson, Lucchetti, Carlos Magno,
Jorge Fischer, Carlos da Cunha, Saidemberg e
Gedeone eram acima da média. Infelizmente, no
Brasil antigo, tanto no setor editorial quanto no
cinema nacional, faltavam bons roteiristas.
Você alguma vez sonhou ou chegou a escrever
 roteiro para cinema?

EMÍLIO BRAZ: Ainda é o meu maior sonho, pois
sou apaixonado por cinema. Entre 90 e 91 tive
uma experiência muito pouco aproveitada na Globo,
escrevendo sketches para o programa os Trapalhões
e alguns capítulos para uma novela que escrevi
correndo foi apreciado na área de Dramaturgia
(fui recomendado como dialoguista), mas nada
aconteceu. Mas continuo na briga.
Parafraseando aquele antigo pistoleiro interpretado
por Richard Boone: “tenho uma caneta, posso viajar”.



TONY 26: Paladino do Oeste: “Tenho uma arma, posso
Viajar”, Rsss. Segundo Sundar Pichai, um indiano que
virou CEO do Google, hoje cerca de 3 bilhões dos 7
bilhões de habitantes da Terra estão conectados.
A meta é chegar a mais de 1 bilhão de internautas.
Apesar disso, estamos na denominada “Era da
Comunicação, da Informação”. Mas, pelo visto –
baseando-se nas baixas vendas de livros, jornais
e revistas, principalmente, no Brasil – a nova
geração parece não gostar de perder tempo
com leitura. Qual é a sua opinião?

EMÍLIO BRAZ: Isso é um fato, mas generalizações
sempre são perigosas. Se por um lado realmente a
molecada de hoje é superimediatista (outro dia eu
contei ao meu filho que eu gastei mais de vinte anos
de minha vida para publicar um único livro na
Melhoramentos e ele deve estar achando até agora
que eu sou um louco ou um idiota... só espero não
ter que ficar brigando mais vinte para publicar 
o segundo), também é fato que eles lêem bem 
mais do que seus antecessores. 

Não entro no mérito do que se lê,
pois qualidade é uma expectativa e está na
necessidade de cada um. Não é pelo fato de eu 
não gostar disso ou daquilo, que a coisa é ruim. 
O que me preocupa um
pouco é o superficial que tomou conta da maioria e
a necessidade até contraditória de ter tudo no físico
(não basta ver a Monalisa mas eu tenho que
fotografá-la e têla no meu celular ou câmera)
quando a existência de todos mais e mais se
encontra no visível porém intangível.
Eu tenho uma opinião bem antiga: lê-se por
necessidade ou por prazer. Eu pertenço ao
segundo grupo. Ponto final.

TONY 27: Eu também faço parte do seu time:
Leio porque gosto... O mercado mudou, o mundo
mudou... As assinaturas on line estão virando moda
no Brasil e no mundo. Você se inscreve, paga uma
pequena taxa mensal e tem acesso a uma porrada
de coisas, como: enciclopédias (como a Barsa,
que deixou de ter a edição física para ser on line),
revistas, jornais (Como o Jornal do Brasil,que só
existe on line), gibis e filmes. Você acredita que
um dia as publicações impressas vão
deixar de circular?

EMÍLIO BRAZ: Futurólogo é a profissão mais furada
do mundo. Não dá para dizer o que vai acontecer
hoje, amanhã, daqui a quinze anos. O vinil estava
morto, não estava? Errado, ele ainda geme e esse
gemido anda cada vez mais forte. Curiosidade?
Passageiro? Talvez, quem sabe? Todos íamos ao
teatro para obter diversão até que veio o rádio e
disseram que o teatro iria morrer.
Veio o cinema e a bola da vez foi o rádio.
Veio a televisão e lá vieram os futurólogos
decretando o seu fim. Cada vez que surge uma
nova tecnologia alguém decreta o fim de outras
tantas e o que vemos é a interação de todas.
Eu acredito que ainda será inventada uma nova
carreira brevemente: tecnologo de tecnologias
antigas, um cara que será especialista em 
consertar liquidificador, usar código morse,
trocar pneu, e por aí vai. O bom livrinho de papel 
ainda terá uma longa vida pela frente.
Quanto tempo? Não sei,
mas terá. E quando formos para as estrelas, é bom
levar um bom estoque deles. Vai que dá tilt nos
computadores, serão necessários para se ensinar
muitas coisas, inclusive a como consertar os
computadores ou sobreviver em algum planeta
inóspito mas adaptável à vida humana.


TONY 28: Sua lucidez é perfeita. Não há como discordar
de suas colocações. No Brasil a plataforma Social Comics
está fazendo tanto sucesso quanto a Amazon e muitos artistas
como Moacir Torres (autor da Turma do Gabi) e Eloyr Pacheco
(autor do Escorpião de Prata), Avalone (autor de 
Carrapicho e Espoleta) e outros criadores já
 embarcaram na onda das
vendas on line. Porém, segundo fontes fidedígnas as vendas
on line ainda correspondem a 10%  das vendas físicas.
Daí deduzi que, se a maioria das físicas estão em torno de
15 a 20% (exceto alguns títulos) da para imaginar o que
esses autores pioneiros estão vendendo on line: Uma miséria.
No Brasil, ainda muita gente está exclusa do setor digital.
Muitos têm smarthphones, mas não possuem computadores
ou tablets e isso se tornou um problema porque ler
uma publicação num celular é tarefa chata e exaustiva.
Julião, você já pensou em lançar um livro, escrito
por você, pela internet?

EMÍLIO BRAZ:Fiz algumas experiências com a
Biblioteca 24 Horas aí de São Paulo, mas os
resultados também foram pífios. Acredito que seja
muito pouco tempo para se dizer se vai dar certo ou não.
Além do mais o cliente tem que se acostumar e já
são quase mil anos lidando com o impresso.
Melhor esperar.

TONY 29: Ainda segundo meus espiões, nos últimos anos
você deixou os quadrinhos e passou a se dedicar apenas
aos livros e que alguns deles o contemplaram com prêmios.
Seu último trabalho feito para os gibis aconteceu quando?
Dá pra recordar?

EMÍLIO BRAZ: Xiii, faz tempo. Mas recentemente eu
 adaptei “O Cortiço” para os quadrinhos e gostei muito.

TONY 30: Um clásico da literatura nacional. Eu não sabia.
Parabéns... Quais foram os títulos de livros que 
acabaram consagrando você como autor premiado?

EMÍLIO BRAZ: Meu primeiro infanto-juvenil, SAGUAIRU,
(Atual Editora), me concedeu o Prêmio Jabuti de Autor
Revelação em 1989, e pouco depois, “Crianças na
Escuridão” (Editora Moderna), além de me levar a
várias edições em outras línguas (italiano, espanhol
e almeão), me concederam três prêmios literários
em um mesmo ano, 1997, a saber: Austrian Children
Books Award, na Áustria, Blaue Brillenschlange,
na Suíça, e Kinderbuchpreis der Berliner Ausländer-
beauftragten na Alemanha.
Além desses, tenho o Angelo Agostini de melhor
roteirista de 1986 e um White Ravens com
“Lendas Negras” (Editora FTD).



TONY 31: Sensacional. Nos anos 80 e 90 os
quadrinhos eróticos e de terror geraram muito
 trabalho para os roteiristas e desenhistas brasileiros.
O mercado estava superaquecido.
Nos últimos anos, aqueles títulos maravilhosos
sumiram, de vez, das bancas de jornais, que há
anos estão empesteadas de mangás e super-heróis.
E o pior... as boas HQs de sacanagem nacionais
deram lugar aos hentais do Japão.
Não acha que falta bom senso aos nossos editores
que não passam de maria-vai-com-as-outras?
Ou seja, só publicam aquilo que o concorrente
fabricou e deu certo, até empestearem os pontos
de vendas com o mesmo tipo de produto e ninguém
mais vender porra nenhuma. Manda aí sua opinião
e, se quiser, “chute o pau da barraca”...
  
EMÍLIO BRAZ: Tem um pouco de comodismo e
outro tanto de preguiça, aliado ao fato de que
ultimamente nas editoras quem dá a última palavra
é o comercial e comercial é Matemática, é o presente.
Pensar no futuro, para eles, é apenas retórica,
masturbação para no fundo não mudar nada.
É o mesmo na televisão e no cinema: quantos
Masterchefes, quantos programinhas de cantores
e cantoras adultos e mirins, quantos realities shows
 temos em todas as televisões do mundo fazendo
as mesmas coisas? O pior é que a preguiça mental
é de parte a parte, tanto de quem faz como de quem
consome. Somente de vez em quando aparece algum
louco para sacudir a árvore e todos caem;
mas apenas para no momento seguinte,
copiarem a novidade que ele trouxe e
voltarmos a mesmice.

TONY 32: Monotonia pura e sem criatividade,
Concordo contigo... O ano passado arrendei uma
banca de jornal numa das principais esquinas da
capital paulista (av.São João com a av.Ipiranga).
Lá pude constatar in loco a realidade: Hoje, nas bancas,
se vende de tudo – viraram lojas de conveniência -,
 menos jornais e revistas. Foi o tempo em que os
jornaleiros recebiam pilhas de jornais ou de revistas
como O Cruzeiro, Manchete, Veja e Isto É.
Gibis raramente são procurados.
 E até as revistas de fofocas de TV, que antes
vendiam horrores, acabaram caindo devido a crise
política e monetária pela qual o país vem
passando nos últimos anos, graças aos corruptos
de Brasília que se apropriaram indevidamente
do dinheiro do povo. A maioria das bancas do
centro da cidade estão fálidas, principalmente
aquelas que são administradas por jornaleiros
antigos que se recusam a enxergar a nova
realidade e insistem em trabalhar à moda antiga –
dependendo de revistas da distribuidora,cuja
comissão é de 30%do preço de capa de cada
produto vendido (nas principais praças).
Com uma única distribuidora no país, jornaleiros e
editores estão sujeitos as regras impostas por ela:
Tiragens baixas, mercadorias luxuosas a preços aviltantes.
Como resultado desta política suicida temos vendas
medíocres. Alguns editores, tentando minimizar custos
mandam rodar seus produtos na China e em outros
países – porque é mais barato com frete e tudo –
do que rodar no Brasil.
Assim conseguem obter bela
apresentação gráfica a um custo mais acessível,
supostamente, para faturar mais. Porém, quando o
dólar sobe a coisa vira uma tragédia.
Há quem diga que estamos num beco sem saída.
Esta também é sua opinião?

EMÍLIO BRAZ: Eu acabo de voltar da Europa e
acredito que deveria ser a mesma coisa por lá.
No entanto, as revistas e livros continuam sendo
vendidos. Talvez a solução do mistério seja que eles
têm leitores, clientela (também vendem selos, outras
coisinhas, mas vendem prioritariamente livros e revistas),
que se originam nas escolas onde, só para ficarmos
no exemplo francês, uma criança lia um livro por
semana (hoje é por quinzena).
No Brasil pede-se que a criança leia quatro por
ano e eu sei de escolas que a coisa é feita em
cima de um por ano. Aí começa a raiz de seu
problema: se não há consumidor, para que ou
por que oferecer seja lá o que for?


TONY 33: Tem lógica... Você recentemente esteve
 fora do país. Em que país esteve? Viajou a trabalho
ou a negócios?

EMÍLIO BRAZ: Desta vez foi apenas para passear
e conheci Budapest, Viena, Praga e finalmente,
Amsterdã. Nesta última você entende a existência
de um grande público leitor: como as coisas mais
triviais já estão equacionadas – esgoto, transportes,
educação, segurança – e o governo é minimamente
competente, pois é competentemente bem vigiado
por uma sociedade atenta e participativa, sobra
dinheiro para se investir em arte para todos,
desde a mais erudita até as loucuras mais descabidas.
Sua banca de jornal teria mais chances de sobreviver
num lugar desses.

Budapest

Viena
Praga

TONY 34: Belas cidades da Europa... Não tenho dúvidas, 
bengala brother... Você prefere ler livros do que  HQs?

EMÍLIO BRAZ: Puxa, agora você me deixou torto.
Eu prefiro ler.

TONY 35: Neste exato momento você está envolvido
em alguma produção específica para alguma editora
 nacional ou estrangeira? E uma coisa que o povo quer
saber: Dá pra viver de literatura no Brasil?

EMÍLIO BRAZ: Acabei de concluir uma coletânea de
contos de terror ainda sem editora e estou escrevendo
uma novela policial. Olha, viver como um rei, não dá, não.
Viver como um burguesão, funcionário público, com
quatro, cinco férias por ano, o salário mais 
cheio de penduricalhos do que destaque
de escola de samba, também não. 
Mas se a sua visão de sucesso for fazer
o que gosta, pagar as contas mais ou menos em dia,
e poder andar de cabeça erguida por aí, com a certeza
de não ter feito nada de ruim para os outros, ah, aí dá
e sobra. Eu, de minha parte, tenho algumas dívidas
solúveis, uma ou outra quase insolúvel, muita
felicidade pelo tanto que fiz e os quantos que alcancei
com o que escrevi, e um filho bacana que não gosta
de ler mas que até o momento se mostrou uma
pessoa legal e de caráter. Posso querer mais?

TONY 37: Com certeza, não... Como você negocia
seus livros? “X” por cento de advance (pelos originais),
mais 6% de  cada livro vendido?
Quadrinhos, nunca mais?

EMÍLIO BRAZ: Bom, agora, depois de muito apanhar
das editoras no geral e ser enrolado por algumas no
particular, eu arranjei uma agente literária que está
brigando por mim. Felizmente, se não é uma lutadora
de MMA, ela também não é florzinha de botar no
parapeito da janela e as coisas vão melhorar.
No entanto, é mais ou menos isso, com uma ou
outra variação. Nunca diga nunca mais.
Ideias eu tenho e se alguém estiver disposto a ler,
é só procurar a dona Alessandra Pires, minha
simpática agente literária que ela os atenderá de
braços abertos.

TONY 38: Legal, grande guru. Agente literária, esta é a
forma correta e profissional de se trabalhar, como nos
Estado Unidos. Autores, em geral, ao péssimos
negociadores... Cite alguns títulos de livros que você
criou e que podemos encontrá-los nas boas
casas do ramo...

EMÍLIO BRAZ:”Crianças na Escuridão”
(Editora Moderna), “Felcidade Não Tem Cor”
(idem), “Saguairu” (Atual Editora),
“O Tigre de Listras  Azuis” (Kimera),”Corrupto”
(Editora do Brasil), “Cenas Urbanas”
(Editora Scipione), “Enquanto Houver Vida,
Viverei” (FTD), “Fala Comigo, Pai” (Editora Rovelle),
“Aprendendo a viver” (Saraiva), entre outros.





TONY 39: Maravilha... Alguma frustração profissional?

EMÍLIO BRAZ: Só me arrependo do que não fiz.



TONY 40: Lembro-me que na entrada da editora
As Américas havia um cartaz onde se lia:
“Procura-se um Paulo Coelho”. O sonho de todo
editor é encontrar um cara como o autor de Brida,
que faz sucesso no mundo inteiro. Existe alguma
fórmula para se escrever um bom roteiro de HQs
ou um livro de sucesso? E, ao seu ver, o que tem
nos textos de Paulo Coelho, que falta aos
demais autores?

EMÍLIO BRAZ: Juro, Tony, se eu descobrisse a
pedra filosofal do Paulo Coelho eu não contava
para ti, mas ganhava dinheiro bastante para te
pagar um jantar bem caro no Rubayat com direito
a uma caixa fechada de Romanee Conti.
Não sei, meu amigo. Deve ser a mistura adequada
de palavras, o jeitão meio auto-ajuda que certos
autores tem ou a simplicidade com que escrevem.
Acho que a resposta passa por aí.


TONY 41: Pensando bem... se eu também soubesse
não revelaria a fórmula pra ninguém – puro egoísmo.
Esses caras parecem ser predestinados, sei lá...
Mesmo assim, vou torcer pra você se dar bem pra
Irmos ao Rubayat. Rssss. Prosseguindo...
Deus, religiões e família... qual é o seu conceito?

EMÍLIO BRAZ: Sou agnóstico e não perco
tempo em descobrir o que me parece
pouco provável.



TONY 42: Você é prático... Você também faz
trabalhos por encomenda? Quem desejar contratar
seus préstimos como deve proceder?
Deixe aí um e-mail, site, blog, para  o pessoal
entrar em contato...

EMÍLIO BRAZ: Busque-me no je.braz@gmail.com

TONY 43: Manda aí uma mensagem para a galera
que deseja se tornar um mestre\escriba como você, Julião...

EMÍLIO BRAZ: Leia muito e inclusive o que não te
disser nada ou aquilo que você não aprecia.
Seja um insatisfeito, daqueles que mineiramente
desconfiam quando acreditam que fizeram o melhor.
Não dê ouvidos aos amigos e muito menos naqueles
que disserem que só estão pensando no que é
melhor para você. Bobagem! Só quem sabe o que
é melhor para você é você, ou estou errado?



TONY 44: Na môsca. Aquele que acredita na
Opinião alheia é um forte candidato ao
fracasso. Devemos sempre lutar por nosso
Ideal. Grato, por seu depoimento, velho amigo.
Só me resta desejar a você muito, muito sucesso,
afinal, você merece.
Muita saúde e paz,meu querido bengala brother.
E até mais ver... valeu!

EMÍLIO BRAZ: Obrigadão, Tony, e longa e
próspera vida para ti e para aqueles que te
ouvem, enxergam, seguem, perseguem e
por aí vamos. E aceitem um conselho:
Esqueçam o sucesso e curtam a vida!

TONY 45: Palavras sábias de um cara
experiente. Valeu! Até mais, grande guru dos escribas.



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