sexta-feira, 15 de abril de 2011

A MALDIÇÃO DO GUERREIRO NINJA! PARA RELEMBRAR!

A MALDIÇÃO DO GUERREIRO NINJA!
MAIS UMA HQ QUE FOI PRODUZIDA
NO BRASIL!

Em 1989 surgia nas bancas de jornais de todo 
o país, pela primeira vez, as aventuras de
 Steve Bishop e Susan Kincaid, dois policiais 
da divisão especial da polícia de Nova Iorque,
 que combatiam o perverso mestre
Igushi, o senhor dos Yamabushis (black ninjas).
A primeira revista que foi lançada
 tinha o formato magazine (21 x 28 cms),
era em P & B e tinha 58 págs de ação. 
Ela saiu pela extinta editora Ninja.

Em 1991, a Phenix editorial (minha editora)
 relançou algumas dessas história publicadas
pela Ninja, em dois Almaques Phenix,
 e também lançou novas HQs 
desses envolventes personagens.

Os seguintes profissionais desenharam 
para esta série enriquecendo assim os
meus roteiros: Décio Ramirez,
Wanderley Felipe, Gilvan Lira, Beto, 
Salatiel de Holanda e 
Edson Monteiro.

O texto de abertura da série repleta de 
mulheres sensuais era assim:

"Pode um espírito guerreiro, de um antigo mestre 
ninja, do Japão medieval, renascer
 em pleno século XX?" 

O texto contava a história de dois irmãos 
que viviam no Japão medieval,
no tempo dos shogunawas (governadores militares).
 Um deles era um perverso samurai, que servia 
aos impiedosos senhores feudais impondo o terror
àqueles que se recusavam a pagar pesados impostos, 
o outro era um guerreiro ninja, que defendia o povo
contra os tiranos.
Ao saberem que ambos defendiam ideologias
 diferentes os dois irmãos decidiram
se enfrentar num duelo mortal. 
Uma maldição se abateu sobre a
família e ambos acabam renascendo em 
pleno século XX para um reajustes de conta.

Esta série apresentava uma HQ diferente, 
que abordava o tema reencarnação. Uma série
destinada ao público adulto onde não 
faltavam mulheres deliciosamente
sensuais, que se submetiam as taras do
 perverso mestre black ninja Igushi,
que treinava jovens, de ambos os sexos,
 em suas academias espalhadas
pela América, para matar, roubar e vender
drogas, visando fortalecer seu império do
mal, para dominar o mundo.

Outros personagens interessantes fazem 
parte da série, como:
O comissário James Backer, um homem de 
meia idade, que comandava a
divisão especial da polícia e que sonhava 
em acabar com os black ninjas
e desejava se aposentar.
 O sensei Takemura, um mestre de artes marciais.
Takemura, apesar de sofrer de deficiência visual,
 tinha uma audição aguçada e treinava os 
chamados "ninjas guerreiros" do esquadrão 
especial da polícia para enfrentar o verdadeiro
exército de black ninjas formado por Igushi.

As pranchas abaixo fazem parte de uma
segunda temporada de produção.
Elas foram produzidas, por mim, 
especialmente para uma série 
que foi lançada pela extinta editora Noblet.

Esse material foi publicadas em 1996, pela 
referida editora, em edições especiais de 
100 págs, em formatinho, com
lombada quadrada, aos moldes das
 publicações italianas da Bonelli Comics.
Foram produzidas 400 págs, ou seja,
4 edições. Mas, infelizmente, a série não
passou da terceira edição.

Divirta-se, relembrando algumas 
cenas desta série...






















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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Zakk wylde - 'farewell ballad' solo - Original

ozzy osbourne crazy train ZAKK WYLDE

Iron Maiden -- Phantom of the Opera

AC/DC - Highway To Hell

U2 - Pride (In The Name Of Love)

U2 - Bloody Sunday

Iron Man 2 Trailer (OFFICIAL)

AC/DC Shoot to Thrill (with Iron Man 2 footage!)

AC DC Thunderstruck

U2 - Pride (In The Name Of Love)

U2 - Sometimes You Can't Make It On Your Own (Live)

U2 - One - Anton Corbjin Version

sábado, 9 de abril de 2011

Simply Red - Holding Back The Years

Simply Red - Sunrise

♫♪♫♪ Simply Red - Stars (live)

Barry Manilow - Mandy

Kenny Rogers - Lady

What's Up! / 4 Non Blondes

R.E.M. - Losing my religion (legendado)

inxs - by my side

U2 - Bloody Sunday

Iron Maiden - Wasting Love

KISS - Detroit Rock City Dodger Stadium 1998

Ozzy Osbourne - Mama I'm Coming Home com legenda

Aerosmith - I Dont Wanna Miss A Thing (Armagedon)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

SAIBA MAIS SOBRE O LENDÁRIO BILLY THE KID! 2



MAIS DETALHES DA VIDA DESSA 
POLÊMICA E LENDÁRIA 
FIGURA DO VELHO OESTE!


Billy the Kid é uma figura por demais conhecida 
dos aficcionados no tema Velho Oeste, nunca é 
demais falar um pouco mais 
de sua vida, envolta de muitas lendas, 
 mesmo que seja resumidamente.

Henry McCarty (Billy the Kid), nasceu em Nova York, 
em 17 de setembro de 1859.
Após a morte de seu pai, Patrick McCarty em 1863, 
a família mudou-se para Wichita.
Sua mãe se casou novamente com William de
 Antrim, que morreu em 1874. 
Foi nesta época, que ele adquiriu o
 apelido de Billy the Kid.
Em 1875, Billy foi preso e acusado de envolvimento 
em um roubo de uma lavanderia chinesa, 
mas ele conseguiu escapar por uma chaminé 
da lareira e fugindo para o Arizona,
 onde se envolveu em roubo de cavalos.
Em agosto de 1877, ele matou Frank Cahill, 
um ferreiro do exército em Fort Grant.
Ele foi preso, e mais uma vez consegui fugir, 
e passou a eventualmente trabalhar
 com John Tunstall.
Tunstall foi assassinado em 18 de fevereiro
 de 1878, e foi esse incidente que deu inicio a
 Guerra do condado de Lincoln.
Billy the Kid ficou profundamente afetado 
por este assassinato, e alegava que Tunstall 
"era o único homem que sempre o tratou 
como se eu fosse um homem 
branco nascido livre".
No funeral de Tunstall Billy jurou: 
"Eu vou pegar todo filho-da-puta-que 
ajudou a matar John nem que seja 
 a última coisa que eu faça na vida."
Billy the Kid juntou os “reguladores”, 
um grupo liderado por 
Dick Brewer que apoiava McSween 
Alexander, ex-sócio Tunstall.
Foi alegado que Tunstall tinha
 sido assassinado a mando 
do Major LG Murphy e nos meses 
seguintes este grupo matou 
o xerife William Brady, George Hindman,
 Frank Baker, William Morton, Buckshot Roberts
 e alguns outros, homens que eles alegavam 
terem se envolvido na morte de Tunstall.
Em 19 de julho de 1878, Alexander
 McSween e o seu grupo, incluindo Billy the Kid, 
foi cercado pelo xerife George Peppin 
e um grupo de ajudantes seus.
McSween teve sua casa incendiada e
 neste dia várias pessoas foram mortas a tiros 
quando saíam da casa por causa do incêndio,
 incluindo McSween,  mas Billy the Kid 
conseguiu escapar.
Quando Lewis Wallace tomou posse 
como governador do Estado do Novo México, 
em 01 de outubro de 1878, proclamou 
uma anistia para todos os envolvidos nesta 
contenda, no entanto, depois que Billy the Kid se
 entregou às autoridades, foi-lhe
 dito que ele seria acusado pelo
 assassinato de William Brady.


Billy the Kid novamente fugiu da
 prisão e foi procurar John Chisum, uma figura
 proeminente da guerra no Condado de 
Lincoln que lhe devia US $ 500, mas
 Chisum se recusou a pagar, então Billy 
The Kid  prometeu  roubar todo 
gado suficiente para compensar esta
 soma, e para isso ele juntou uma gangue 
que incluía Dave Rudabaugh, 
Billy Wilson, Tom O'Folliard e Charles Bowdre.
A quadrilha de Billy também começou a 
roubar de outros proprietários, e se tornou
 um problema grave em Lincoln County.


Pat Garret (1850\1907) Foi uma espécie de justiceiro


Em 1880, Pat Garrett foi eleito xerife do 
condado de Lincoln.
Ele imediatamente tentou lidar com os
 problemas causados por Billy the Kid 
e sua gangue.
Em dezembro de 1880, Garrett matou a tiros 
dois homens da gang the Kid, Tom O'Folliard 
e Charles Bowdre.
Logo depois, Billy the Kid, Dave Rudabaugh e 
Billy Wilson foram capturados por Garratt.
Billy the Kid foi considerado culpado pelo
 assassinato de William Brady em julgamento 
realizado na prisão de Lincoln,
 e durante a espera para ser executado
 em 13 de maio de 1881, Billy matou dois 
guardas (TJ Bell e Bob Olinger) 
e escapou, enquanto Pat Garrett estava
 afastado no serviço de cobrança
 de impostos.
As noticias do acontecimento chegou 
a Garratt, com a informação de que 
Billy The Kid estava escondido
 no abandonado Fort Sumner.
Garratt, com os seus adjuntos, Poe e
 John Thomas McKinney, 
dirigiu-se para Fort Sumner, um local
 há 140 milhas a oeste de Lincoln.
Em 14 de julho de 1881, Garratt matou 
Billy The Kid, durante um tiroteio numa sala
 escura, na casa de Pete Maxwell.
Garratt mais tarde afirmou que Billy The 
Kid tinha matado 21 homens em seus 21 anos 
de vida, no entanto, a maioria
 dos estudiosos na história do velho oeste  
acreditam que ele foi responsável por 
apenas nove mortes.



Colaboração:
ACmoreira.



O Gato de Botas - Teaser-Trailer legendado / Puss in Boots

Zé Colmeia: O Filme - Trailer Teaser (dublado) [HD]

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Ronaldo o Fenomeno

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OS SMURFS trailer filme oficial

terça-feira, 5 de abril de 2011

elvis presley - in the ghetto

A VERDADEIRA HISTÓRIA DAS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS! COMO ELA TEVE INÍCIO!




                        HISTÓRIAS EM QUADRINHOS: 
COMO TUDO COMEÇOU


Poucos conhecem Mickey Dugan, o personagem. 
Ele ficou mais conhecido como The Yellow Kid 
("O Garoto Amarelo"). Esse personagem era o astro 
principal da série Hogan's Alley
HQ pioneira, que saiu nos Estados Unidos e que 
foi uma das primeiras a ser impressa 
em cores, no mundo. 
Yellow Kid era uma criança dentuça, que 
sempre aparecia com um sorriso bobo e vestindo 
um pijama amarelo. 
Vivia num mundo estranho e circulava por
 uma vila paupérrima cheia das mais 
estranhas criaturas.



Oficialmente, Yellow Kid é considerado o
 primeiro personagem de história em quadrinhos,
 que se tem notícia.
Mas, há muita polêmica a esse respeito.
Porém, há quem conteste Yellow Kid. 
Muitos consideram 17 de maio de
 1890 como o dia de nascimento oficial das 
histórias em quadrinhos. 
Segundo estudiosos, foi nessa data que o inglês 
Alfred Harmsworth, que mais tarde se tornaria o
 Lord Northcliffe, um magnata da imprensa 
da época, lançou em Londres a Comic Cuts
a primeira revista com histórias desenhadas.


Ela continha mais textos do que desenhos e seu 
conteúdo era satírico-humorístico. 
Um mês mais tarde, a publicação já 
tinha atingido uma tiragem de 300 mil 
exemplares, muito maior
do que a dos grandes jornais da época.
Outras fontes apontam o norte-americano 
Richard Outcalt como 
o verdadeiro criador do gênero. 
Ele sintetizou o que tinha sido feito até 
então e introduziu em suas 
histórias doYellow Kid, publicadas 
regularmente a partir de 1897
 no suplemento dominical 
colorido doNew York Journal,
 um elemento novo: o balão com as falas.
Há, no entanto, no Brasil um precursor que 
não deve ser deixado de lado 
numa crônica sobre as HQ: o ítalo-brasileiro 
Angelo Agostini, que criou, já em 1869, 
para o jornal Vida Fluminense,
 As Aventuras de Nhô Quim.
Sobre Angelo Agostini, falaremos mais adiante.
CONTINUANDO...
Inicialmente a série de Yellow Kid não tinha 
balões de fala ou pensamento.


O personagem se expressava através de textos
 que apareciam em seu pijama.


SURGEM OS BALÕES


O artifício de usar balões para mostrar as falas dos
personagens foi usado pela primeira vez também em
 Yellow Kid, apesar do próprio garoto só se comunicar 
através de mensagens que apareciam inscritas na 
sua roupa. Ele usava um jargão cheio de gírias, 
numa linguagem típica dos guetos (favelas)
 americanos da época.




A tira era desenhada por Richard Felton 
Outcault. Inicialmente, o personagem 
aparecia de forma esporadica na 
revista Truth entre 1894 e 1895,
até que teve sua estréia oficial no jornal 
New York World no dia 17 de
 fevereiro de 1895
Os primeiros materiais que foram 
publicados saíram em preto e branco.
 Só passou a ser colorido a partir
 do dia 5 de maio. 
O criativo desenhista Richard Outcault
acabou levando seu inovador persoangem para o 
New York Journal American de William Randolph 
Hearst  em 1897, porém o New York World contratou
outro artista chamado George Luks para continuar a 
produzir as tiras, dando origem então a duas
 versões do mesmo personagem. 
Ambas encerraram em 1898.
Página do suplemento 1913 




SURGE UM NOVO E

 IMPORTANTE VEÍCULO DE 
COMUNICAÇÃO DE MASSA:
 AS HISTÓRIAS EM 


QUADRINHOS


Num tempo em que só existia 
o rádio, o cinema e o teatro
 para o lazer as HQs fizeram história, 
pois eram a grande novidade da época. 
Atraiam crianças, jovens e até adultos.
Os quadrinhos existiam nos Estados 
Unidos desde o final do século XIX. 
Eles eram publicados
 em jornais, revistas e
 em formato de livros. 




A PRIMEIRA REVISTA


Mas, foi somente em 1933 que foi criada 
a primeira revista só de histórias em quadrinhos. 
Esta publicação tinha o formato 8 x 11 cms e 
era impressa em cores, e tornou-se clássica.


O jovem e idealista Gaines
Esse formatinho ficou conhecido
 como Comic Book. 
Seu nome era Funnies On Parade e foi idealizada 
por Max C. Gaines. Ela era distribuída gratuitamente 
para as pessoas que enviavam cupãos recortados de
 embalagens de produtos alimentícios da marca
 Procter & Gambler.






Sua primeira tiragem foi de 10 mil exemplares, 
que se esgotaram rapidamente. Um futuro promissor 
para as HQs despontava no horizonte.
Gaines, um homem de visão, 
rapidamente encontrou 
outros patrocinadores, como: Milk-O-Malt, 
Canada Dry, Wheatena e Kinney Shoes. 
Assim, graças a esses patrocinadores, 
ele produziu a segunda revista desse
 gênero chamada
Famous Funnies: A Carnival Of Comics. 
Tiragem: 100 mil cópias.


As tiras de jornais eram montadas e viravam revistas
Os comics na época fizeram muito sucesso.
 Mas, ainda eram patrocinados e distribuídos
 como brindes.
 Visando testar seu potencial, Gaines decidiu
 colocar nas capas de alguns exemplares
 um selo e os distribui-os nas lojas, 
estabelecendo o preço de 
10 centavos de dólares.
Em menos de uma semana 
tudo foi vendido. 
Assim, muitas empresas, estimuladas pelo
sucesso do empreendimento procuraram 
Gaines, que produziu 
seu terceiro comic book chamado Century
 Of Comics, uma edição com 100 páginas.


No final do mesmo ano cerca de 100 a 
200 mil cópias desse novo produto
 tinham sido distribuídas e vendidas.
As HQs batiam recordes de vendas. 
E isso era apenas o começo.


1934 -Gaines e o creme dental Philips 
lançaram Skippy’s Own Book of Comics que, 
após ser anunciado num programa de 
rádio popular, esgotou sua tiragem de meio 
milhão de exemplares.
 Este comic book foi o primeiro a apresentar um
 personagem principal em suas páginas.
As edições anteriores, na verdade, 
apresentavam uma montagem 
(republicação)de várias criações, de
 diversos autores, que publicavam 
seu material em forma de tiras de jornais.


Tiras de jornais, montadas
Devido ao estrondoso sucesso das revistas de 
Gaines ele foi procurado pelo dono da
empresa gráfica que imprimia as revistas, 
a Eastern Color, que
 tencionava ter maior participação nos lucros,
 e que tinha feito um acordo 
com a editora Dell Publishing Co, para a 
publicação de um novo comic book. 


A idéia era lançar o Famous Funnies, 
com 68 páginas, a 10 centavos de dólares, com 
o mesmo formato e um maior número de 
páginas por um preço final
 campeão ao consumidor (leitor). Esse formato 
e preço, durante anos, tornaram-se 
padrão no mercado interno americano.


A Dell vendeu 35 mil exemplares. 
Na expectativa de lançar outras edições
os donos da editora procuraram por novos
 patrocinadores, mas não os conseguiram.
 Muitas empresas alegavam que o tipo de
 papel e impressão eram de baixa 
qualidade em relação as outras publicações,
 onde costumavam colocar seus anúncios. 
Também alegavam que o público 
leitor jamais ia se interessar por HQs 
reeditadas de conhecidos 
personagens dos quadrinhos que já haviam 
sido publicados em tiras ou em 
suplementos dominicais 
dos jornais, em forma de continuação. 
Ante a recusa dos anunciantes, em investir 
no produto, a Dell acabou desistindo da 
parceria com a Eastern Color.
Motivada por um artigo de uma página que 
atribuía o sucesso das vendas do jornal Daily 
News, de Nova Iorque, aos quadrinhos 
publicados nos suplementos dominicais, 
a Eastern Color decidiu procurar outra 
editora, a American News, que decidiu 
fazer 250 mil cópias de
 um novo comic book.



Assim, nasceu a primeira revista periódica 
do gênero, a Famous Funnies: 
Series 2, uma publicação mensal.
No ano seguinte, a Dell lançou 
no mercado um 
novo título:Popular Comics.
Após firmar um acordo com o grupo Hearst
 (sobrenome da família de judeus que era dona 
de vários jornais) a McKay Company, 
da Filadélfia, passou a republicar em formato 
de revista, em abril de 1936, as HQs mais 
populares que os Hearst editavam como tiras 
de jornais, do sindicato King Features.
De repente, o público leitor passou a comprar
Flash Gordon e Jim das Selvas, de Alex Raymond, 
Popeye, de E. C. Segar, em forma de comic 
book, na revista chamada King Comics.













Para não ficar por baixo, outro grande sindicato 
distribuidor de tiras de jornais e de material
 de imprensa, a United Features, também 
entrou na briga.
 Passou a editar, em abril, uma revista de
 HQs chamada Tip Top Comics, que trazia 
em suas páginas personagens, 
com: Tarzan, de Edgar Rice Burroughs e Li’l Abner 
(Ferdinando, no Brasil), de Al Capp, que eram 
publicados originalmente em tiras nos
 chamados suplementos dominicais.      

No mês de maio de 1936, outra editora entrou no 
mercado editorial americano, a Comics Magazine 
Company Inc, que tinha uma proposta inovadora:
 lançar revistas de HQs 
com material inédito. Muitos jovens cartunistas 
surgiram na época, como: Jerry Siegel e Joe 
Shuster (os futuros autores do Super man), onde 
recriaram um personagem 
chamado Dr. Occult, que estes faziam para as revistas
New Fun Comics e More Fun Comics. Rebatizaram o
 personagem de Dr. Mystic, o primeiro herói a ter
 superpoderes  e que anos depois seriam utilizados na
 maior criação da dupla: Super man, o homem de aço. 
No final desse mesmo ano surgiu outro grande filão
 para ser explorado pelos autores de HQs: as histórias 
policiais detetivescas.


Em 1937 surgiu uma editora que seria de vital 
importância para os comics americanos,
 a Detective Comics Inc, que mais
 tarde mudou o nome para 
National Periodical Publications
 e que se transformaria
 na famosa e poderosa DC Comics (abreviação de 
Detective Comics). Ela foi a primeira a publicar
 em março de 1937: Super man e Batman e outros
 super-heróis, no primeiro número da revista
Detective Comics, que se tornou a publicação de 
maior longevidade do mundo 
das HQs, dando suporte 
para que a editora crescesse e
 chegasse até os nossos dias.
  Ainda no mesmo ano, surgiu
a Comics Magazine Company Inc,
 publicando dois novos títulos,
Detective Picture Stories e 
Western Picture Stories.

O mercado aquecido propiciava o 
surgimento de novos editores.
Outra editora, a McKay, estimulada 
com as vendas da King Magazine 
lançou outro 
título no mercado, Ace Comics, 
com as mesmas características 
da revista da King, 
que fazia sucesso. 
Ou seja, reeditando Hqs publicadas
 em jornais, como os clássicos: Jungle Jim 
(Jim das Selvas), do genial Alex Raymond, 
Krazy Kat e Phantom (Fantasma)... 



...de Lee Falk,  e também passou a lançar a série 
Feature Book, que durou 12 anos. 
Em cada edição, publicava um 
personagem diferente,
 como: Popeye, Mandrake, 
Brick Bradford, Tim & Tom,
O Agente Secreto X-9, Rip Kirby, Dick Trace, 
Hopalong Cassidy, O Coração de Julieta,  etc.


Rip Kirby
O mercado americano dos comics na
 América dobrou em 1937, 
em relação ao ano anterior. As vendas 
estavam no topo. 
Tinha início a chamada 
“Era de Ouro dos Quadrinhos”.





O GRANDE LANÇAMENTO

O grande marco dessa época de glória foi 
o lançamento, pela Detective Comics, da revista 
Action Comics, em junho de 1938, que trazia em 
sua primeira edição Superman na capa. 
O personagem criado por Jerry 
Siegel e Joe Shuster, inicialmente 
pareceu espalhafatoso e ridículo, aos 
olhos de Harry Donenfeld, proprietário da 
editora, que proibiu que o editor Vincent 
Sullivan colocasse outra vez 
aquele estranho personagem 
nas futuras capas daquela revista.
 A ordem foi cumprida.


 Mas, Sullivan continuou a 
dar um grande destaque para o personagem 
no miolo nas edições subsequentes. 
O sucesso das três primeiras edições da 
Action Comics foi modesto, porém a partir da
 quarta edição as vendas dispararam. 
Essa revista chegou a vender meio
 milhão de exemplares, por edição. 
Isto era mais que o dobro das vendas
 das revistas das editoras
 dos concorrentes.
Sem saber o por que de tanto sucesso, Donenfeld 
encomendou uma pesquisa e se surpreendeu 
ao tomar conhecimento de que sua revista era a
 mais procurada pelos garotos graças ao 
Superman, o personagem que
 ele não queria mais ver nas
 capas de sua publicação.
 Depois disso, obviamente, o homem de aço 
voltou a figurar nas capas da Action Comics e
 toda divulgação da publicação 
passou a ser feita focada nele.


SURGEM AS IMITAÇÕES



O estrondoso sucesso de Superman, na 
Action Comics, não tardou a gerar imitações. 
Muitos heróis fantasiados, 
dotados de superpoderes surgiram na época, 
como: Arrow, na Funny Pages
Crimson Avenger, etc.


O jornalista e historiador de HQs Ken Quattro 
descobriu documentos polêmicosde um depoimento 
de Will Eisner no processo da DC Comics contra 
Fox Comicsocorrido em abril de 1939, por 
plagiar, também, o homem de aço.

Will Eisner foi acusado de plágio
Apesar de Quattro ser um grande admirador 
de Eisner e de ter escrito diversos artigos sobre 
a brilhante carreira
 do artista e a chamada Era de Ouro dos Comics -
 as duas primeiras décadas dos super-heróis-, 
o jornalista e historiador decidiu não ficar calado 
e foi assim que a polêmica veio a tona e teve início 
um acalorado debate sobre o assunto, 
até então, pouco conhecido 
do público leitor.



Um dos episódios mais interessantes do início da 
carreira de Eisner é a participação do artista como 
testemunha de defesa no processo envolvendo 
Detective Comics, Inc -atual  DC Comics-, 
contra as empresas de Victor S. Fox, a Bruns 
Publications, Inc - da qual
 a Fox Comics fazia parte -, Kable News Company
 e Interborough News Co.
Durante anos, Quattro tentou localizar a transcrição 
do processo para saber exatamente o que ocorreu 
naquele episódio que pouca gente tomou 
conhecimento na época. 
O intrépido e curioso jornalista buscou colegas
 em Nova York e incomodou muita gente e advogados
 até esgotar seus recursos, sem obter muito sucesso 
sobre o obscuro caso.



UM ESTRANHO CASO

É importante frisar que, a Fox Comics nada 
tem a ver com a Fox Film Corporation, que 
foi formada em 1915 pelo "magnata" pioneiro dos
 teatros para exibição de filmes, William Fox, que 
fundou a Fox Film Corporation após juntar duas 
empresas que ele havia criado em 1913: Greater 
New York Film Rental, voltada para a distribuição 
de filmes, que até então era parte da independent 
film e a Fox (ou Box, dependendo da fonte)
 Office Attractions Company, uma produtora 
de cinema. Essas fusões foram umas das primeiras
 em integração vertical. 
Apenas um ano antes, a empresa tinha distribuído
 Gertie The Dinosaur, de Windsor McCay, 
o pioneiro dos desenhos animados.
Mas, isto é uma outra história, que fica 
para outra vez.

DE VOLTA AO CASO EISNER...
SURGE UMA PISTA



Tempo depois, um leitor, após ler um artigo 
de Quattro chamado “Rare Eisner:
 Making of a Genius” escreveu
 para ele um e-mail dizendo 
que possuía uma cópia 
da transcrição e podia lhe oferecer o 
arquivo em PDF. 
Essa pessoa, entretanto,  preferiu
 permanecer anônima, por razões óbvias. 
Quattro jamais discutiu a veracidade desses 
documentos disponibilizados em 
seu site que, segundo especialistas, 
parecem ser legítimos.

Os documentos relatam uma história 
bastante diferente 
da versão que foi popularizada por Will Eisner.
Antes de examinarmos a transcrição 
do processo, é preciso explicar a versão 
conhecida dos fatos e alguns dos 
personagens envolvidos, para sua
 melhor compreensão.


TUDO COMEÇOU ASSIM...


Em 1939, a Detective Comics, Inc, de Jack S. 
Liebowitz e Harry Donenfeld, processou
 a editora de Victor S. Fox - algumas vezes 
referido pelos historiadores como Victor A. Fox. 
Assim, a Bruns Publications foi processada, pois
 as revistas eram publicadas como sendo 
da Fox Comics
A empresa foi acusada de ter plagiado 
o Superman, da Detective Comics.
O homem de aço, criado por Shuster e Siegel , foi
 publicado pela primeira vez em abril de 1938 -
 de acordo com a data de todos os processos
 envolvendo o personagem, e não em junho 
de 1938, como afirmam muitas fontes por aí -, 
na revista Action Comics #1, da editora 
Detective Comics.
Por volta de fevereiro de 1939, a editora de Fox 
publicou um novo personagem chamado 
Wonderman, na revista Wonder Comics #1 - 
que traz a data de capa de junho de 1939.



As semelhanças entre os dois personagens eram 
enormes, tanto no desenho quanto no enredo e até 
mesmo nos diálogos e recordatórias.
Segundo consta, o estúdio de Jerry Iger e 
Will Eisner - Eisner-Iger Studio -, foi contratado 
pela Fox para desenvolver o conteúdo da revista 
desse novo super-herói visando disputar público 
nos pontos de venda após o tremendo sucesso 
de Superman, alcançado pela concorrente.
 Por essa razão, Eisner estava entre as testemunhas 
de defesa que participaram do tal processo.
A biografia de Victor Fox é uma grande lacuna. 
Muito do que se sabe sobre ele não pode 
ser verificado em documentos, e se baseia em 
relatos de seus contemporâneos.
 Quase todos eles possuem péssimas 
lembranças desse famoso e odiado editor.

Fox era um notório pilantra, afirmaram 
muitos dos entrevistados. Em 27 de novembro 
de 1929, antes de começar a trabalhar com 
quadrinhos, ele foi indiciado 
em Nova York, num esquema de fraude do correio 
envolvendo a venda de ações. Posteriormente, 
Fox foi preso e libertado sob fiança de 7.300 dólares.
Apesar do passado nebuloso, Fox conseguiu 
um emprego de contador na Detective Comics e,
 ao verificar o
 sucesso dos quadrinhos e o volume de dinheiro 
envolvido, resolveu montar sua própria editora. 
Alugou um escritório no mesmo edifício e 
contratou freelancers e estúdios -, como o de 
Will Eisner -, para escrever e 
desenhar suas revistas. 
Estava decidido a entrar no mercado e 
concorrer com sua ex-empresa em 
que trabalhara.

DC Comics venceu o processo de plágio 
e Wonderman. 
Curiosamente este desconhecido personagem do
 grande público só entrou para a história apenas 
devido a esse episódio.
Até a revelação de Quattro, que será mostrada a
 seguir, a única versão dos fatos conhecida 
publicamente era a história popularizada 
por Will Eisner.



Segundo Eisner, durante o processo ele foi instruído 
por seu sócio Jerry Iger e por Victor Fox, o maior 
cliente do estúdio, para mentir sobre a criação 
de Wonderman.
Para não cometer perjúrio, Eisner revelou 
durante o processo que fora instruído por Iger, 
a pedido de Fox, para copiar Superman e
 dar outro nome ao personagem.
Com isso, a defesa de Fox foi destruída e sua 
companhia perdeu o processo.
Em retaliação, Fox teria se negado a pagar 
mais de três mil dólares que devia ao estúdio 
de Eisner. Esta versão dos fatos foi contada e 
repetida diversas vezes ao longo de décadas, 
por historiadores e jornalistas, sem jamais 
ser contestada.
Eisner narrou essa versão a John Benson 
numa entrevista publicada em 1979 no fanzine 
Panels. Ele afirmou que se manteve firme a 
seus princípios e contou a verdade 
sobre o plágio para o juiz.


Anos depois, Eisner repetiu a história, dessa vez 
com mais detalhes, para Bob Andelman, que relatou 
tudo na biografia Will Eisner: A Spirited Life, lançada 
após o falecimento deste grande artista, 
em 3 de janeiro de 2005.
Nessa versão, Iger teria pedido a Eisner que ele 
mentisse, dizendo que criou o personagem sem 
se basear no Super Homem. 
Eisner negou-se afirmando que Fox tinha enviado 
uma carta descrevendo em detalhes o que ele 
queria no personagem e que era uma cópia óbvia 
do herói da Detective Comics. Durante 
seu testemunho, Eisner preferiu 
contar a verdade.
Esses fatos estão narrados nas páginas 44 e 45 da 
biografia Will Eisner: A Spirited Life.
Eisner também relatou essa versão, 
embora de maneira 
levemente disfarçada, em The Dreamer. 
Nela, Eisner é Eyron, Fox é Reynard – 
Eisner fez um trocadilho, pois a palavra inglesa 
para raposa é fox e em francês é renard -,
 e Heroman é o herói Wonderman.
A transcrição obtida pelo jornalista Quattro, 
que investigou o caso a miúde traz uma 
versão bastante diferente desses fatos.
 O caso foi apresentado ao juiz distrital
 de Nova York, John M. Woolsey, entre
 6 e 7 de abril de 1939.


Quattro disponibilizou em seu
 site 27 páginas do processo e 
prometeu que continuará a postar as
 páginas e outros detalhes em brevemente.
Outras testemunhas do processo, além de Eisner, 
incluem Jerry Siegel, Max Gaines, 
Sheldon Mayer, Jerry Iger, Harry Donenfeld,
 Jack Liebowitz e Victor Fox. 
Ken Quattro ainda não disponibilizou 
as páginas com esses depoimentos, mas afirmou
 que vai disponibilizá-las.

Nas páginas divulgadas, William Eisner é 
a testemunha de defesa, interpelado tanto pelo 
advogado Asher Blum, representando Victor 
Fox e a Bruns Publications
quanto por Horace Manges, advogado da
 Detective Comics.
Nas páginas apresentadas da transcrição, Will Eisner 
afirmou por diversas vezes, de maneira inequívoca, 
que criou o personagem sem ter sido influenciado 
pelo Superman, meses antes do lançamento de 
Action Comics #1.
 Eisner afirmou também, na ocasião, 
que não leu a revista Action Comics #1 na época de
 sua publicação, em 1938, mas que o fez muitos
 meses depois, e que criou o visual de 
Wonderman em 1938.

Ao ser questionado se Fox o havia instruído 
na criação de Wonderman, Eisner respondeu:
 “Não, fui eu mesmo que o imaginei”.
O Eisner presente nas páginas transcritas não é o 
garoto idealista da versão conhecida desse episódio.
Quattro menciona um 
outro aspecto interessante 
sobre o episódio. Embora tenha negado seu 
conhecimento do personagem na transcrição, 
Will Eisner foi um dos editores para os quais 
Jerry Siegel e Joe Shuster 
enviaram a proposta do Superhomem, antes de o 
personagem ser aceito pela Detective Comics
O próprio Eisner afirmou isso algumas vezes e o
 fato está registrado em sua biografia no livro
  Will Eisner – A Spirited Life.

Alguns outros fatos são dignos de nota.
 O advogado de defesa, Asher Blum, tentou 
sugerir que o Fantasma, personagem de Lee Falk, 
teria sido uma das inspirações de Wonderman.
Entretanto, Horace Manges tenta desacreditar o 
testemunho de Eisner. Num momento mais dramático,
 Manges aponta uma lacuna no depoimento 
escrito do artista, referente à ausência da data na 
qual ele teria criado Wonderman, tentando forçar 
Eisner a cair em contradição.

Durante o testemunho, Eisner afirmou que criou 
Wonderman em 1938. Manges pediu para que Eisner 
lesse seu depoimento escrito, datado de março de 1939, 
e apontasse o trecho no qual ele afirmava isso.
 Depois de olhar o documento, Eisner explicou que o 
fato não constava daquele depoimento. 
O advogado contra-argumentou que a ausência não é 
uma omissão de Eisner, mas de quem o interpelou 
durante seu depoimento escrito.
O juiz também se mostrou uma figura curiosa.
 Woolsey aparenta estar tentando 
abreviar o processo. 
Em determinados momentos, ele parece 
estar decidido de que se trata de plágio, que o
 alongamento do processo 
é uma perda de tempo e por diversas vezes ele 
interrompeu a argumentação de ambos os advogados.
O juiz Woolsey chegou até mesmo a dizer a Blum 
que, independentemente do testemunho de Eisner, 
o advogado não conseguiria refutar a acusação 
de plágio, pois uma publicação, no caso
 Action Comics #1, foi lançada quase um ano antes 
da outra (Wonder Comics #1).

Sem dúvida, esse documento 
jogou uma luz sobre fatos 
obscuros que ocorerram durante a chamada 
“Era de Ouro do Comics”. A polêmica sobre a participação
 de Eisner nesse episódio ainda será muito debatida 
por editores, leitores e historiadores do mundo 
das HQs. Quem viver verá.


1938, UM ANO DE MUITAS 

NOVIDADES

Este ano  também marcou a estréia de 
Donald Duck 
(Pato Donald), de Walt Disney,
 no formato comick book.
 Na verdade era uma reedição das tiras feitas
 para jornal entre 1936 e 1937.

As expressivas vendas da revista 
Detective Comics 
revolucionaram o conceito sobre HQs e deu 
origem a indústria americana dos comics.
A venda da Detective Comics foi ainda mais 
surpreendente em 1939, quando na edição 
de junho surgiu Batmano homem  morcego, 
uma criação de Bill Finger (roteiros) e
 Bob Kane (desenhos).




Versão moderna do antigo herói
Batman virou seriado de TV na década de 60,
fazendo muito sucesso
O novo herói da DC não era dotado de
superpoderes, como os demais heróis da época.
Na verdade, ele era um super detetive
que usava de astúcia para derrotar 
seus oponentes, os criminosos da cidade 
imaginária de Gotham City. Usava máscara e 
uniforme, e em pouco tempo se tornou o
 segundo maior personagem 
popular das HQs, para o desespero dos 
concorrentes, que não tardaram em criar 
reles imitações.

Quando a Detective Comics 
se tornou National 
Periodical Publications, decidiu criar um 
título para o seu carro chefe de vendas. 
Assim, surgiu a revista Superman Comics
Nesse mesmo período ficou 
decidido que a empresa não 
mais publicaria reedições
 de tiras de jornais e que passaria a investir
 em material inédito, visando
 atender a demanda.


UMA NOVA CONCORRENTE

Em novembro desse mesmo ano surgiu a Timeley 
(atual Marvel), de Martin Goodman, que tinha 
em seu staff um grupo de jovens e talentosos artistas
 (alguns com apenas 16 anos). Esses jovens talentosos, 
ávidos em fazer HQs, eram comandados por Lloyd 
Jacquet e pelo desenhista Bill Everett, que criaram 
de imediato novos heróis super poderosos. 
Entres essas fantásticas criações, estavam: 
Human Torch (o Tocha Humana) e Sub-Mariner
(Namor, o príncipe submarino, no Brasil). 
Ambos os personagens, imediatamente, 
tiveram boa aceitação popular.
Ao longo dos anos a Marvel criou 
uma imensa
 galeria de novos heróis.
 Muitos desses, de grande aceitação popular. 
Os heróis da Marvel agradavam o público leitor.
A chamada “Era de Ouro” que se iniciara em 
1938, de fato, começou em 1940. 
Foi nesse ano que as editoras começaram
se expandir, criando e desenvolvendo novos 
gêneros. Também foi nessa época que 
surgiram HQs de ficção científica, terror e
 as histórias de guerra.



A Detective Comics, já com o nome abreviado 
para DC Comics, consolidou sua liderança no
 mercado ao lançar, em 1940, Flash, o homem 
relâmpago e Hawkman (Gavião Negro, no Brasil), 
na revista Flash Magazine

The Flash, versão atual
Nesse mesmo ano, Batman
o homem morcego, também estreou em 
revista solo, com uma novidade, que também 
seria muito imitada pelos concorrentes, a figura 
de um companheiro de aventuras. Nesse caso,
Robin, o menino prodígio.
As editoras, nessa época, disputavam palmo a palmo 
o espaço nas bancas de jornais. A guerra era 


acirrada para 
conquistar novos leitores e alcançar 
vendas astronômicas.
Ainda em outubro de 1940, a DC
 Comics lançou mais
 dois super-heróis que agradou em cheio os fiéis
 leitores: Green Lanter (Lanterna Verde) e Atom
na revista All American
Sem dúvida era a DC que tinha 
o maior número de heróis criados naquela época.



De repente, alguém resolveu organizá-los em ligas. 
Assim surgiu a Justice Society of America 
(Sociedade da Justiça da América), a primeira 
dos inúmeros agrupamentos de heróis que
passaram a ser publicados.
 “É incontestável”, afirmam os especialistas – 
“A DC Comics passou a ser a Meca dos super-heróis.
 Ela passou a ser a grande líder de vendas do 
mercado americano, naquela época.”

Alguns estudiosos de comunicação de massas 
afirmam que o ano de 1940 foi um ano abençoado 
pelos deuses.
 Foi também nesse ano que surgiu a
Fawcett Publicationsque se tornou a editora 
que melhor se posicionou no 
mercado dos comics, e que passou a ser uma séria 
ameaça a poderosa DC, líder de vendas.
Em fevereiro desse ano, o primeiro lançamento 
da Fawcett provocou polêmica e obteve um
 grande sucesso de vendas.
A revista Whiz Comics agradou em cheio 
os leitores, ao apresentar um super-herói simpático, 
o espetacular: Capitão Marvel, criado por
 C. C. Beck (arte) e Bill Parker (história). 
Ao contrário dos outros heróis, a transformação
 de Billy Batson em Capitão Marvel jamais trouxe 
explicações científicas.
Para o pacato Billy se tornar o homem mais poderoso 
da Terra bastava ele pronunciar a palavra Shazam
As histórias eram bem humoradas, cheias de ação
 e suspense, e também traziam vilões inesquecíveis.
 Esta série também introduziu no mundo das HQs 
o conceito de dinastia com a criação 
da família Marvel.
As surpreendentes vendas 
desse novo personagem 
começaram a preocupar os poderosos da DC.
Não demorou muito para que o Capitão Marvel 
fosse acusado de ser plágio do Superman
Isso rendeu uma briga judicial entre a DC e a 
Fawcett, nos tribunais de Nova Iorque.
A DC não ganhou a causa, 
que se arrastou por anos.
Assim, Superman e o Capitão 
Marvel tiveram que continuar se 
degladiando nos pontos de 
vendas, para a alegria de seus leitores.
Atualmente, ambos os personagens 
convivem 
pacificamente fazendo parte 
da mesma empresa.


UMA EXPLOSÃO DE
 CRIATIVIDADE:
A ERA MARVEL!


Em 1940, a Marvel lançou no mercado editorial 
americano mais de uma dúzia de personagens novos
 dotados de superpoderes. Entretanto, dentre 
essas inúmeras criações, o que faz maior sucesso
 foi um herói que tinha sido criado
 um ano antes, Human Torch (O Tocha Humana),
 que acabou ganhando revista própria.


Nova versão do Tocha Humana, do 
Quarteto Fantástico, da Marvel 
Essa gama de novos super-heróis da Marvel 
eram publicados em três revistas diferentes: 
Daring Mystery, Mystic e Red Raven.

As demais editoras, nesse mesmo ano, também 
lançaram títulos novos e diversos super-heróis 
recém criados, como:
Doc Stranger, Black Terror...




PyromanMiss Masqu, etc. A Prize Publiations 
apresentou na revista Prize Comics as aventuras
 de Black OwlGreen Lama, enquanto a
Columbia Comics Group 
em suas publicação: Big Shot Comics e Heroic 
Comics apresentava histórias de Skyman, Face
Hydroman e Purple Zombie.







A Centaur Publications decidiu reciclar 
vários dos seus heróis, criando para eles edições
 próprias, como: Fantoman, Masked Marvel e
The Arrow. Os leitores estavam enlouquecidos 
ante tantos novos títulos publicados. 
Mesmo assim, os editores 
continuavam faturando alto.

Uma editora chamada Quality Comics decidiu 
contratar os serviços de Lou Fine, Bob Powell e
 Will Eisner, para lançar novos títulos 
ainda naquele ano.
Assim, surgiram nas bancas: Crack Comics,
Hit Comics e National Comics, apresentando 
novos heróis:Black Condor, Uncle Sam e o 
primeiro e único herói 
travesti que se tem notícia, Madame Fatal.
O grande número de novos
concorrentes no
 mercado editorial da América 
obrigava os editores
 investirem cada vez mais
 pesado na contratação
 de desenhistas e escritores de HQs. 
A febre dos comics havia 
se alastrado por aquele país.
A Street & Smith, até então uma editora que
 lançava fotonovelas, entrou de cabeça no
 mundo das HQs com a quadrinização de 
aventuras de dois heróis
 que faziam muito sucesso no rádio: 
The Shadow (O Sombra)
e Doc Savage. 

Outros heróis oriundos do rádio também 
foram parar nos comics, nessa 
mesma época, com Green Hornet (Besouro Verde),
 pela Harvey Comics (editora dos irmãos Harvey, 
criadores da Turma do Gasparzinho) e Tom Mix 
(Famoso cowboy das novelas radiofônicas 
e do cinema).


A primeira edição americana

Besouro Verde - Nova Versão

Um clássico das HQs

Tom Mix - em quadrinhos





Tom Mix - Um dos heróis mais
 populares dos filmes de Oeste


A primeira edição da Disney Comics stories
O ano de 1940 também marcou o
 surgimento das primeiros gibis de 
western, como: Tom Mix Comics 
e Red Ryder Comics
Outros títulos interessantes, 
destinados a outros públicos alvos, 
também surgiram nesse período, como:
 Sport Comics e War Comics
este último dedicado a 
histórias de guerras.
Até então não havia no mercado interno 
americano uma única revista dedicada 
exclusivamente às histórias cômicas
 com animais. 

Este feito coube a Walt Disney, ao
 ser publicada a revista Walt Disney’s Comics 
and StoriesAinda nesse ano prolífero, de
 fantásticas criações, surgiu
 o primeiro verdadeiro clássico, no mês 
de junho, nas bancas: 
The Spirit, de Will Eisner.
No final do ano, as vendas desse 
incrível período, somada entre todos 
os editores, foram acima dos 
20 milhões de dólares.
Em 1941, as vendas continuaram em alta. 
Empolgados, os editores 
continuavam a aumentar 
a quantidade de revistas de super-heróis e
 outros títulos de revistas.

Os artistas gráficos estavam abarrotados de 
trabalho em suas pranchetas e suas contas 
bancárias estavam recheadas de dólares.
Os heróis mais populares e
 campeões em vendas passaram a ter de 
dois a três títulos por mês publicados.
 Os prazos para a entrega
 dos originais encurtaram. 
As gráficas não podiam parar. 

Os leitores não podiam 
se decepcionar e não encontrar seu herói 
favorito no ponto de venda. Tudo tinha prazo. 
De repente, os comics tinham virado indústria.
 Uma indústria altamente
 lucrativa, assim como Hollywood
Equipes foram formadas. 
Os artistas trabalhavam em linha de
 montagem, onde cada um fazia sua parte num 
original, visando dar conta do recado.
Muitos estúdios obrigavam seus contratados
 a varar a noite para cumprir os rigorosos 
prazos de entrega.
Enquanto isso, a tempestuosa guerra na Europa 
acabou envolvendo os Estados Unidos no 
conflito mundial. Tropas americanas foram 
enviadas para combater o 
Eixo e o 3º Reich.





Nos Estados Unidos, a DC apresentava 
seus novos lançamentos: Starman, Sandman
e Hourman e a maior inovação em 
termos de HQs: Wonder Woman 
(Mulher Maravilha), destinada,
 principalmente, 
para as jovens leitoras.







O grupo Marvel apresentou seu herói de 
maior sucesso, do período 
de guerra: Capitain 
America. Em sua primeira edição onde o 
personagem aparecia na capa esmurrando 
Adolf Hitler vendeu 1 milhão 
de exemplares. 
O Capitão virou o símbolo 
do patriotismo.
 Lutava contra nazistas, japoneses e todos 
aqueles que ameaçavam o mundo livre 
e democrático.

 Com a chegada do Capitão América, 
dois artistas super talentosos vieram a tona. 
Os lendários: Jack Kirby (arte) e Joe 
Simon (texto). 
Enquanto isso...
Motivada pelo enorme sucesso do Capitão 
Marvel, a editora Fawcett, na revista Whiz
 Comics, decidiu lançar uma revista própria
 para seu carro chefe em 
vendas. Surgiu, nas bancas, a primeira 
edição de Capitain Marvel Adventures, em 
janeiro de 1941.





O sucesso foi instantâneo. 
Tanto que deu origem a uma versão jovem 
desse consagrado personagem chamada 
Capitain Marvel Jr, que fez sua primeira 
aparição na edição de dezembro, do mesmo ano,
 na Whiz Comics. Portanto, o Capitão 
Marvel Jr surgiu 
quatro anos antes da criação 
de Superboyda DC.



As HQs do Capitão Marvel Jr também 
eram feitas no capricho, por C. C. Beck, um
 ex-discípulo de Alex Raymond (autor de Flash
 Gordon, e outros), e tinham alta qualidade
 artística. Por outro lado, a Quality Comics 
criou três títulos significativos em 1941: 
Doll Man, a revista de um herói que vinha
 apresentando nos dois últimos anos como 
coadjuvante nas revistas Feature Comics,
Police Comics e Military Comics

Na verdade, na edição 
1 de Police Comics surgiu este herói cujas
 histórias estavam entre as mais inteligentes,
 divertidas e criativas do mundo dos gibis,
The Plastic Man (Homem de Borracha ou 
Homem Elástico, no Brasil), uma criação
 de Jack Cole.
Outras alternativas que as editoras 
apresentaram ainda nesse mesmo ano
 foram: Looney Tunes (A Turma do Pernalonga,
 da Warner Bros), editada pela Dell; Animal 
Comics, também da mesma editora, com 
personagens similares aos
 de Walt Disney e que incluía a primeira 
aparição de Pogo, de Walt Kelly.

Entretanto, há muita polêmica quando se fala
 de Disney e Kelly. Alguns estudiosos da matéria 
afirmam que Kelly foi o primeiro a publicar 
seus animais humanizados nos jornais, e
 que Disney teria se baseado
 na série Pogo para criar seus personagens. 
Por outro lado, surgiram editores investindo 
em quadrinhos educacionais, com títulos,
 como: True Comics, Real
 Heroes, Real Life Comics, Classic Comics 
e Calling All Girls, que apresentava histórias 
da vida real, adaptações de obras literárias,
 biografias de personagens ilustres, de 
grande inventores, feitos heróicos e 
grandes descobertas científicas.

No início de 1942 tinham sido registradas
 nos Estados Unidos 143 títulos de revistas 
de histórias em quadrinhos, todas periódicas. 
Essa imensa gama de gibis eram lidos
 por mais de 50 milhões de leitores,
 mensalmente.
Aqueles que achavam que os comics eram 
apenas uma moda passageira ficaram pasmos
 com o surgimento de tantos títulos vendáveis,
 e tinham que admitir que 
aquele tipo de leitura, até então pouco 
valorizada pelos intelectuais e pelas elites,
 tinha chegado para ficar.

 Os gibis haviam conquistado gente de todas
 as classes. De fato, eles tinham virado uma 
mania nacional, como o beisebol e a famosa 
e tradicional America 
Pie (torta de Maçã).


Continua. Na próxima semana:

ASCENÇÃO E QUEDA DOS COMICS(Tempos de Crise)

Parte Final




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