segunda-feira, 16 de outubro de 2017

CURIOSIDADES DO MUNDO DAS HQs!

SAIBA QUE...



1- Em novembro de 1970, o Museu de Arte de São 
Paulo (MASP) e a Escola Panamericana de
Arte promoveram a vinda da Exposição de Histórias 
em Quadrinhos e Figuração Narrativa, aquela que foi 
organizada pelo Museu de Artes Decorativas
 do Loucre em 1966.
 Em setembro de 1972 parte da exposição foi para a 
cidade de Belo Horizonte e depois, completa, foi levada 
ao Rio de Janeiro pelo Museu de Arte Moderna. 
E foi aberta ao público em 15 de fevereiro de 1973. 
Para incrementar o evento foi organizada, com a ajuda 
de Moacy Cirne, uma serie de conferências sobre HQs
 e cinema. A exposição ficou exposta até meados 
de março. Na sala da Cinemateca foram realizadas os 
ciclos de palestras e exibições de filmes. Um sucesso.



2 – Adolfo Aizen recebeu o prêmio Yellow Kid, 
em 1971,  por ser um pioneiro a publicar 
quadrinhos no Brasil.
 O evento aconteceu no Congresso de HQs de Lucca, 
na Itália, que foi organizado pelo Arquivo Internacional 
de Histórias em Quadrinhos do Instituto de Pedagogia 
da Universidade de Roma., em colaboração com 
a municipalidade de Lucca. Na ocasião
 foram conferidos 
três tipos de prêmios Yellow Kid: 
Um dado por um
 júri internacional às melhores hQs do ano; outro, 
através de referendum dos membros do evento, 
à obra, ao autor ou ao editor que mais tenha se 
destacado durante o ano; e finalmente o Yellow Kid 
Especial que é conferido pelo Comitê Diretor do Salão. 
O Troféu chama Yellow Kid porque este era o nome 
do primeiro personagem de HQs a ser publicado 
regularmente a partir de 1896 no New York World 
Journal, dirigido por Joseph Pullitzer. Trata-se 
de uma espécie de Oscar das HQs, muito cobiçado.
Ao lançar em 1934, o Suplemento Juvenil, Adolfo 
Aizen tornou-se o primeiro editor 
a lançar HQs no Brasil. 

Aizen nos Estados Unidos

 Em seguida surgiram Mirim e O Lobinho. 
Em 1945, Aizen fundou a editora Brasil América 
(EBAL) , especilizada em livros e publicações 
para crianças. Na sequência a editora dele lançou: 
O Herói, Edição Maravilhosa, Epopéia, Batman, 
Tarzan, Superman, Ciências em Quadrinhos, 
Serie Sagrada, Cinemin, Tom e Jerry, Mindinho etc.
Ao receber o troféu, Aizen disse: “Não entendo 
nada de história em quadrinho.
 Mas, mesmo não entendendo, gosto dela”.





 



 

Apenas dois outros brasileiros foram 
contemplados com o Yellow Kid: Jayme
 Cortez e Mauricio de Sousa. 
O Festival de HQs de Lucca, na 
Itália, foi um dos mais importantes do 
século XX. Reinaldo de Oliveira, 
ex-editor da Graúna e produtor gráfico,
 autor do livro ABC da História 
em Quadrinho, e Cortez lideraram 
uma caravana paulista que foi até 
a Itália para prestigiar e homenagear
 o fundador da EBAL.




3 – Foi realizada nos dias 24 e 28 de abril de 1972, na 
cidade de Nova Iorque, um Congresso Internacional de 
Desenhistas e donos de Estúdios de HQS, a pretexto 
de assistir à entrega do Prêmio Reuben, no Salão
 Barroco do Hotel Plaza. Estavam presentes ao evento 
os figurões das histórias em quadrinhos de diversas partes 
do mundo. O desenhista e roteirista Milton Cannif foi 
convidado para anunciar o nome do vencedor. 
Subiu ao palco, abriu o envelope e se surpreendeu
 ao saber que ele era o premiado. E disse:
“- Pelo amor de Deus! Essa não! Sou eu”! 


  

Os organizadores lhe fizeram uma bela surpresa.
Na delegação brasileira que compareceu ao evento 
estavam: Álvaro Moya, Mauricio de Sousa, Jayme 
Cortez, Enrique Lipzic, Manuel Victor Filho, 
Mário Rabarín e Nuno Vecchi, todos de S. Paulo. 
De Brasília, o professor Francisco Henrique de Araújo; 
da Guanabara, Naumim Aizen, da EBAL.




DICK’S ADVENTURES IN DREAMLAND – A serie foi 
lançada no dia 12 de janeiro de 1947 pela King Features 
Syndicate, destinada aos jovens leitores que apreciam 
uma boa aventura. O personagem vivia histórias ao lado 
de Cristóvão Colombo, George Washington e até com 
os pioneiros do Mayflower. Com ilustrações de
 Neil O’Keeffe e roteiros de Max Trell, As Aventuras 
de Dick, fez muito sucesso. Ela surgiu sob encomenda
 de William Randolph Hearts. Segundo consta, este 
escreveu para o diretor da King: “Recebi numerosas
sugestões para integrar a história americana de uma 
forma viva, nas aventuras dos quadrinhos. Parece-me 
que poderia ser algo que narrasse a juventude dos 
nossos heróis, e como eles se tornaram grandes
 homens nos momentos decisivos”.
Baseando-se na sugestão de Hearts, os roteiros 
da serie foram produzidos de uma forma 
similar aos enredos de Little Nemo in Slumberlad 
de Winsor MacCoy, embora com o realismo de
 Dickie dare de Milton Cannif. Ricos cenários e 
figurinos, fizeram parte desta serie que foi publicada 
em pranchas dominicais, com legendas nos rodapés,
 como Príncipe Valente de Harold Foster. 
A serie findou em 1956, após a morte de Hearts.
As Aventuras de Dick foram publicadas pela editora
 portuguesa Futura na coleção Antologia da BD 
Clássica, em 1984. Vale a pena conferir.    




Em 1966 Guy Pellaert revolucionou 
os quadrinhos ao criar e lançar Jodelle.
Na Inglaterra, Burns e Lilley produzem a excelente
 tira diária The Seekers.



Ainda no mesmo ano foi lançada, na França, a revista Phenix.



1967 – Ainda de Pellaert, é lançada Pravda, primeiramente
 publicada na revista francesa Hara Kiri.



Em 1962, o genial Stan Lee lançava as aventuras de Thor, 
o deus nórdico, com desenhos de Jack Kirby.



Ainda naquele ano, Jim Holdaway, desenhista inglês, 
deixa o Daly Mirror e as aventuras de Romeo 
Brown e ingressa no Evening Standard, 
onde passou a desenhar a serie Modesty Blaise.




1962 – Na Inglaterra terminam as aventuras
 do detetive Buck Ryan.


MORRE O MAIOR TEÓRICO
BRASILEIRO DE HQs!

Para saber mais clique no link abaixo.

http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2017/08/1909939-alvaro-de-moya-maior-teorico-brasileiro-de-quadrinhos-morre-aos-87.shtml



 By Tony Fernandes\Pegasus Studios
Contato para críticas e sugestões:
 tonypegasus@hotmail.com



sexta-feira, 6 de outubro de 2017

CURIOSIDADES SOBRE O SETOR EDITORIAL MUNDIAL...


VOCÊ SABIA QUE...


1 - Hugh Hefner, o fundador da revista "Playboy", morreu de causas naturais aos 91 anos, na noite de quarta-feira (dia 27 setembro do corrente ano), em sua mansão em Los Angeles, nos Estados Unidos? A confirmação da sua
morte foi feita pela conta oficial da revista no Twitter.
O anúncio da morte de Hefner no Twitter foi acompanhado de uma frase do empresário: "A vida é muito curta para viver o sonho de outra pessoa".
Hefner criou a Playboy Enterprises em 1953. A companhia que começou
com a revista "Playboy" e depois passou a produzir outros conteúdos eróticos para televisão e internet.
"Meu pai viveu uma vida excepcional e impactante. Defendeu alguns dos movimentos sociais e culturais mais importantes do nosso tempo, na defesa da liberdade de expressão, dos direitos civis e da liberdade sexual", informou seu filho, Cooper Hefner, chefe de criação da Playboy Enterprises, em comunicado. "Ele definiu um estilo de vida", acrescentou.


Hefner manteve um papel ativo na parte editorial de sua revista, definindo capas e a "coelhinha" de cada mês.
Além do filho Cooper, Hugh Hefner deixa outros herdeiros: David e Marston,
e a filha Christie.
Hefner era casado desde 2010 com a modelo Crystal Harris, 60 anos mais
nova que ele, após dois divórcios nos anos 50.
Nos últimos anos de sua vida, também frequentou clubes noturnos 
e manteve um grupo de jovens namoradas, um estilo de vida que 
ele garantia que o mantinha jovem.





 2 - O Capitão América, o herói mais superpatriota dos 
quadrinhos foi criado por Joe Simon e Jack Kirby e
lançado pela Timely (futura Marvel) no início de 1941 - 
antes das naus americanas serem atacadas em Pearl Harbor,
pelos japoneses? O personagem, que combatia as forças
do mal e que distribuía porradas até nos nazistas de Adolf
Hitler fez grande sucesso num período em que o povo
americano frustrado aguardava ansiosamente a inevitável
entrada dos Estados Unidos na Segunda Grande Guerra
Mundial.




3 - Durante o período da guerra inúmeros heróis fantasiados
obtiveram sucesso, mas nenhum caiu nas graças dos leitores
como o Capitão América? Apesar disso, seus criadores jamais
poderiam imaginar que aquela grande fase dos super-heróis 
estava prestes a passar. Leitores mais velhos estavam perdendo 
o interesse em seres dotados de super poderes. Preferiam ler
gibis com temáticas mais adultas. Esses leitores que tinham 
mais de vinte e poucos anos passaram a ler HQs de heróis
mais humanos e de suas sensuais parceiras de aventuras.







4 - Mulher-Maravilha, foi criada pelo Dr. William 
Moulton Marston, famoso e excêntrico psicólogo - que também 
tinha  colaborado para o desenvolvimento do polígrafo? 
Inicialmente ele passou a colaborar escrevendo textos para
a Family Circle e depois acabou entrando para o conselho
executivo da DC, onde passou a assinar seus textos como 
Charles Moulton. Ironicamente, no passado, este psicólogo tinha
críticado com severidade a indústria dos comics por publi-
car HQs violentas e tenebrosas. Moulton, empolgado, após
perceber que não havia ainda uma super heroína, criou a
Mulher-Maravilha, que estreou na revista All Star da DC
no ano de 1941. Ela era uma amazona. bela e sensual que
combatia os foras da lei com vigor. Porém, enquanto o autor
e a DC acreditavam que estavam lançando uma revista dirigida
especialmente para as leitoras americanas estavam redondamente
enganados. Segundo pesquisa da época as HQs da 
Mulher-Maravilha eram consumidas pelos garotos.
As meninas preferiam HQs menos fantasiosas com histórias 
com as quais pudessem se identificar, cheia de estudantes 
e romances. Assim, exatamente no mesmo ano em que 
Mulher-Maravilha começou a fazer
sucesso surgiram Betty e Verônica, duas garotas golegiais,
atraentes, que viviam às voltas com problemas do colégio,
professores, namorados e aventuras juvenis. 
Betty e Verônica foram criadas por Bob Montana e lançadas 
em 1941, pela Pep Comics, da MLJ. Devido ao sucesso 
surgiram Archie e sua turma, que também emplacaram.



    


+
Will Eisner






5 - Shmuel (Samuel) Eisner, pai de Will Eisner (o criador do The Spirit) nasceu na Aústria e era um artista e intelectual que migrou para a América quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial? Em seu país de origem fazia pinturas de cenários nas paredes de casas e igrejas. Tinha clientes abastados. Porém, aos poucos, acabou descobrindo que seu talento artístico num país que vivia a grande depressão (Estados Unidos) não era suficiente para ganhar dinheiro para comprar uma dúzia de ovos. A América cheia de oportunidades que ele sonhara não existia. De tanto sua esposa, Fannie Eisner (uma romena), critícá-lo acabou arrumando emprego como pintor de cenários de fundo de palcos em pequenos teatros. Faturava tão pouco que mal conseguia manter a mulher e seus treze filhos. Dentre eles estava William Erwin Eisner (Will\Bill) que nascera em 6 de março de 1917. O menino, incentivado pelo pai, sempre demonstrou talento para a arte. Entretanto, a mãe, que trabalhava numa fábrica, detestava a ideia. Desejava ver seu filho trabalhando numa profissão digna e bem remunerada. Moravam num gueto em Nova York.  







6 - O pequeno Will Eisner adorava ler revistas pulps, que seus pais achavam um lixo? Aliás, nem só os pais dele desconsideravam aquele tipo de produto editoirial. Intelectuais e críticos da época classificavam aquele tipo de revista como um subproduto cultural. Consideravam ela como diversão barata dirigida a classe operária que não lia literatura refinada. Graças a um morador do prédio onde os Eisner morava é que o garoto tinha acesso a revista Black Mask Detective.   


JÀ ESTÁ À VENDA O LIVRO:
MAURICIO A HISTÓRIA QUE 
NÃO ESTÁ NO GIBI

Mônica, Cebolinha e toda a turminha sapeca
foram criadas pela mente genial de Mauricio
de Sousa (um mero repórter , começaram a ficar famosos nas 
tiras de jornais e comerciais da TV), nos anos 60.